O trabalho de investigação da polícia sobre o criminoso que sequestrou uma menina de 12 anos no Distrito Federal, identificado como Daniel Moraes Bittar, 42 anos, continua. O trabalho agora é entender toda a dinâmica dos fatos.
Daniel foi preso em flagrante, enquanto mantinha a vítima em cárcere privado dentro de seu apartamento. Além de dopar e sequestrar a criança, ele também a violentou e filmou os atos criminosos.
Para a polícia, existe a suspeita de que as imagens não serviriam apenas a ele. A polícia agora trabalha com a tese de que o criminoso integra uma rede de podofilos, que se aproveita da fragilidade das leis no ambiente virtual.
O tenente-coronel da PMGO, Alessandro Arantes, explicou que o cenário na casa do suspeito era muito específico e reforça a teoria de que, antes da menina, já tenham havido outras vítimas.
“Existem fortes indícios de que [o investigado] tenha feito outras vítimas, pois, na casa dele, encontramos muitos materiais de pornografia, um ambiente preparado para filmagens, além de inúmeros objetos que dão a entender que ele pode fazer parte de algum tipo de organização (…)”, esclareceu.
A polícia agora deve investigar quais são os potenciais outros crimes praticados pelo suspeito. Além dele, uma mulher, que chegou a ser apontada como sua namorada, também foi presa por envolvimento no sequestro da criança.
A menina foi resgatada na cama do criminoso, com as pernas algemadas, e em aparente estado de choque. Apesar de abalada, ela estava consciente e conseguiu conversar com os policiais que participaram da ação.
A investigação sobre o desaparecimento da menina se deu logo que a família percebeu seu sumiço, quando a criança não chegou da escola no horário de costume. Um tio da vítima, que trabalha na PMGO, acionou o setor de inteligência.

