Discussões sobre a responsabilidade de influenciadores digitais ao abordar temas ligados à saúde têm ganhado cada vez mais espaço nas redes sociais. O crescimento desse tipo de conteúdo também tem provocado debates sobre a necessidade de regras mais rígidas para evitar a divulgação de informações sem respaldo técnico ou científico.
Foi nesse contexto que a atriz Luana Piovani voltou a chamar atenção ao publicar uma sequência de vídeos nos Stories do Instagram, neste domingo (12). Embora não tenha citado nomes, as declarações rapidamente repercutiram entre os internautas, que associaram as críticas à influenciadora Virginia Fonseca, com quem a artista já protagonizou desentendimentos públicos em outras ocasiões.
Durante as gravações, Luana comentou que havia tomado conhecimento de uma possível norma relacionada à atuação de influenciadores na internet. Ela afirmou que acredita ser importante exigir formação adequada para quem pretende recomendar tratamentos ou comentar assuntos ligados à saúde, defendendo uma fiscalização mais rigorosa para esse tipo de conteúdo.
Na sequência, a atriz elevou o tom das críticas ao mencionar uma influenciadora loira, sem revelar sua identidade, e afirmou que pessoas que fazem indicações sobre saúde sem o devido preparo deveriam responder legalmente por isso.
As declarações repercutiram rapidamente nas redes sociais e reacenderam debates sobre os limites da atuação de criadores de conteúdo em temas que envolvem bem-estar e cuidados médicos.
A repercussão ocorreu poucos dias depois de Virginia Fonseca compartilhar com seus seguidores que havia iniciado sessões de soroterapia. O procedimento consiste na administração intravenosa de vitaminas, minerais e outras substâncias, sendo frequentemente divulgado com promessas de melhora da disposição e da qualidade de vida.
https://www.instagram.com/p/Das1qSMqi_V/
Após a publicação da influenciadora, especialistas voltaram a alertar que os benefícios amplamente divulgados para a soroterapia ainda não contam com comprovação científica consistente.
Profissionais da área também reforçam que esse tipo de tratamento deve ser indicado apenas após avaliação médica individualizada e quando houver necessidade clínica comprovada, evitando que informações divulgadas nas redes sociais sejam interpretadas como recomendações válidas para toda a população.

