A Polícia Federal realizou, na manhã de hoje (02/06), uma nova etapa da Operação Unha e Carne, que investiga o suposto vazamento de informações sigilosas para integrantes do Comando Vermelho (CV) e um esquema de suposta lavagem de dinheiro que seria ligado à chamada Máfia do Cigarro.
Entre os alvos da ofensiva estão o contraventor Adilsinho, o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar o e o pastor Márcio Poncio. Segundo a investigação, Márcio Poncio foi preso na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.
O nome dele apareceu em documentos apreendidos durante a operação que levou à prisão de Adilsinho, em fevereiro deste ano. Além da ordem de prisão contra o pastor, a Polícia Federal cumpriu novos mandados contra Rodrigo Bacellar e Adilsinho, que já estavam detidos em unidades prisionais.
De acordo com a PF, esta fase da operação busca aprofundar as apurações sobre indícios de lavagem de dinheiro envolvendo o chamado “paco”, apontado como responsável pela nova cúpula do jogo do bicho no estado, além de investigar possíveis conexões com integrantes dos poderes Executivo e Legislativo do Rio de Janeiro.
Ao todo, foram expedidos 14 mandados de busca e apreensão pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). As diligências ocorreram em endereços localizados na capital fluminense e em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.
Por determinação do STF, também foi autorizado o bloqueio de bens e valores de até R$ 22 milhões. A medida faz parte das ações para impedir a movimentação de recursos que estariam relacionados ao esquema investigado.
Segundo a Polícia Federal, esta nova etapa foi motivada pela análise de listas encontradas com Adilsinho, que apontariam supostos pagamentos irregulares, doações eleitorais e registros contábeis relacionados à lavagem de dinheiro da Máfia do Cigarro. Os investigadores afirmam que os documentos indicam possíveis repasses financeiros a agentes políticos do estado.

