Manifestantes que participavam de um ato em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro foram atingidos por um raio na tarde deste domingo (25), por volta das 13h, na Praça do Cruzeiro, em Brasília. O incidente ocorreu em meio a uma forte chuva que atingiu a capital federal ao longo do dia, surpreendendo os participantes da mobilização. De acordo com a PMDF (Polícia Militar do Distrito Federal), equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas rapidamente para prestar atendimento no local. As vítimas receberam os primeiros socorros ainda na praça, mas, até o momento, não havia confirmação oficial sobre a quantidade total de feridos nem sobre a gravidade dos casos.
O ato havia sido convocado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que organizou uma caminhada com destino a Brasília iniciada há sete dias na cidade de Paracatu, em Minas Gerais. A mobilização ganhou repercussão nacional ao longo do trajeto, reunindo apoiadores em diferentes pontos do caminho. O encerramento da caminhada estava programado para ocorrer ao meio-dia deste domingo, porém, devido às condições climáticas adversas e à chuva intensa que atingiu a capital, Nikolas e seus apoiadores ainda não haviam chegado ao local do ato no horário previsto.
A escolha da Praça do Cruzeiro como ponto final da caminhada não foi aleatória. O local foi definido após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que proibiu a realização de manifestações em frente ao Complexo Penitenciário da Papuda. O presídio é onde o ex-presidente Jair Bolsonaro se encontra detido, e a restrição teve como objetivo evitar aglomerações nas proximidades da unidade prisional.
Mesmo antes do incidente causado pelo raio, o último dia da caminhada já era marcado por forte simbolismo político. Ao iniciar a etapa final do percurso, Nikolas Ferreira declarou que, em sua avaliação, a mobilização já havia cumprido sua finalidade principal. “O objetivo foi alcançado antes mesmo do ato final, que é despertar as pessoas, abrir seus olhos para o que está acontecendo…”, afirmou o deputado, sinalizando que o impacto do movimento ia além do evento de encerramento.
Desde o sábado, Nikolas passou a utilizar um colete à prova de balas durante a caminhada. Segundo o próprio parlamentar, a medida foi adotada por orientação da polícia legislativa, em razão de ameaças recebidas nos últimos dias. O episódio do raio, somado às condições climáticas severas e às tensões políticas que cercam o ato, contribuiu para um clima de apreensão entre os manifestantes e reforçou a necessidade de cuidados redobrados durante a mobilização.

