Em uma escalada de tensão sem precedentes entre o Brasil e os Estados Unidos, foi confirmada a sanção contra o ministro do STF Alexandre de Moraes, nesta última quarta-feira, dia 30 de julho, pelo governo de Donald Trump.
O ministro teve sua vida pessoal e financeira diretamente atingida ao ser punido pela Lei Magnitsky, usada para sancionar estrangeiros acusados de violar direitos humanos.
A justificativa do governo americano é que Moraes promove uma “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, concedeu uma entrevista e falou sobre os motivos da punição.
“Moraes é responsável por uma campanha opressiva de censura, detenções arbitrárias que violam os direitos humanos e processos com motivação política”, revelou ele, em um comunicado duro.
Com a notícia da sanção, os detalhes do que muda na vida de Moraes vieram à tona. A partir de agora, todos os seus bens em território americano estão bloqueados, e qualquer empresa ligada a ele também.
Cidadãos americanos estão proibidos de fazer negócios com o ministro, que já havia tido seu visto de entrada no país revogado semanas antes.
Neste momento de crise diplomática, fontes do Itamaraty veem a medida como uma forte pressão e uma manobra para garantir impunidade a Jair Bolsonaro no Brasil.
A Lei Magnitsky, usada para punir violadores de direitos humanos, foi aplicada de forma inédita contra um juiz de uma Suprema Corte, um reflexo que pode ser apresentado como um desrespeito a soberania do judiciário brasileiro representa.
No momento, a comunidade jurídica internacional observa a situação com espanto. Moraes se tornou alvo após polêmicas e por conta de suas decisões em solo nacional, sendo atingido por uma das mais duras sanções da política externa americana.

