O desaparecimento da atriz Maidê Mahl, de 23 anos, e a posterior descoberta de seu paradeiro, ainda envolvem inúmeros mistérios. A jovem foi encontrada debilitada, com vários ferimentos pelo corpo e a respiração fraca, em um quarto de hotel na cidade de São Paulo.
O sumiço da artista foi registrado na última segunda-feira, 02 de setembro, e ela foi localizada três dias depois, na quinta-feira, 05. Maidê, caçula de três irmãs, vivenciou recentemente um doloroso drama familiar.
No dia 15 de maio, a atriz perdeu sua irmã do meio, Geruse Mahl, que tinha 36 anos e residia em Venâncio Aires, no estado do Rio Grande do Sul. Geruse enfrentava um tratamento contra o câncer e não resistiu à doença.
No momento do falecimento de sua irmã, o estado do Rio Grande do Sul passava por uma grave situação de calamidade pública, decorrente das enchentes que atingiram a região. Devido ao bloqueio de aeroportos e rodovias, Maidê Mahl, que vive em São Paulo, não conseguiu viajar até o estado natal para se despedir da irmã no velório.
O anúncio da morte de Geruse Mahl foi feito publicamente pela mãe das irmãs por meio de uma publicação no Facebook. “Com muita dor no coração e tristeza… Comunico o falecimento de minha filha“, dizia o obituário.
A distância entre Maidê e sua cidade natal já durava bastante tempo. Em entrevista ao G1, o pai da família, Edo Mahl, que é serralheiro em Venâncio Aires, revelou que a atriz não visitava a cidade há pelo menos nove anos.
A comunicação entre Maidê e os familiares ocorria, principalmente, pelas redes sociais. Após ser encontrada no hotel, a jovem foi rapidamente encaminhada ao Hospital das Clínicas (HC), vinculado à Universidade de São Paulo (USP).
A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) confirmou que a atriz segue em tratamento médico e que o caso continua sendo investigado, sem indícios de envolvimento de terceiros até o momento.
“Está viva. Muito lesionada e com respiração fraca, sendo reanimada“, declarou a diretora do DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa) da PCSP (Polícia Civil do Estado de São Paulo), Ivalda Aleixo.

