A força da natureza tem a capacidade de transformar paisagens, rotinas e até o silêncio das cidades em questão de horas. Quando sistemas atmosféricos se reorganizam, o céu passa a dar sinais claros de que algo fora do comum está em curso.
A partir desta sexta, dia 30 de janeiro, a formação de um ciclone extratropical promete alterar o padrão do tempo em uma ampla faixa do país. De acordo com o Instituto MetSul, o fenômeno tem origem em uma área de baixa pressão que se desloca do Paraguai em direção ao Sudeste do Brasil.
Ao longo do fim de semana, esse sistema avança para o oceano Atlântico, onde deve ganhar força em mar aberto, seguindo posteriormente em direção ao Sul. Mesmo sem características extremas, o ciclone terá impacto relevante ao favorecer o transporte de umidade para o Centro-Sul do Brasil.
Com isso, cresce a instabilidade atmosférica, elevando o risco de temporais localizados, pancadas de chuva volumosas e episódios de granizo. Estão na rota do sistema estados como Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Goiás e Espírito Santo.
Os meteorologistas também chamam atenção para uma segunda área de baixa pressão prevista entre os dias 2 e 3 de fevereiro. Esse novo sistema deve avançar novamente a partir do Paraguai, alcançando Paraná e São Paulo.
Embora os modelos atuais não indiquem a formação de um novo ciclone, a combinação dos dois eventos pode intensificar ainda mais as chuvas em algumas regiões. Em áreas mais suscetíveis, os acumulados podem variar entre 100 mm e 200 mm, com registros pontuais ainda mais elevados.
Esse volume concentrado em curto espaço de tempo aumenta o risco de alagamentos, enxurradas e elevação rápida de rios. Regiões de encosta e terrenos íngremes merecem atenção especial, já que a saturação do solo pode provocar quedas de barreiras e movimentações de terra.

