Ney Latorraca, falecido nesta quinta-feira (26) aos 80 anos, deixa um legado de grandes contribuições para a dramaturgia brasileira e uma vida pessoal marcada por uma relação sólida com o ator e escritor Edi Botelho, de 66 anos, com quem compartilhou quase três décadas de convivência.
Discreto sobre sua vida privada, Ney raramente comentava publicamente sobre o relacionamento, iniciado em 1995, mas nunca o escondeu. Nos últimos anos, porém, passou a abordar com mais naturalidade a parceria, especialmente em entrevistas e projetos autobiográficos.
Em 2022, Ney expressou sua gratidão por Edi, destacando a força da relação que mantinham. Ele mencionou que, embora já tivesse cogitado ter filhos, decidiu que não seria algo para ele, encontrando em Edi um companheiro excepcional.

A peça autobiográfica dirigida por Heloísa Perissé marcou um momento de maior abertura sobre sua vida pessoal, especialmente após enfrentar mais de 50 dias de internação devido a complicações de saúde.
Ney destacou que a dedicação de Edi durante esse período reforçou os laços que os uniam, transformando o relacionamento em uma parceria indissolúvel.
Edi Botelho, também ator, participou de produções televisivas como Malhação e A Lua Me Disse, além de atuar sob a direção de Ney no teatro em peças como As Cadeiras.
Além disso, Botelho é escritor e assinou a biografia do diretor Gerald Thomas. Ney descrevia o companheiro como alguém inteligente, carinhoso e dotado de uma visão de mundo admirável, características que fortaleciam a relação entre eles.

Internado desde 20 de dezembro na Clínica São Vicente, na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro, Ney Latorraca faleceu devido a uma sepse pulmonar, complicação relacionada a um câncer de próstata diagnosticado em 2019.
Nascido em Santos (SP), em 1944, o ator marcou época com personagens icônicos, como Vlad, na novela Vamp, e Barbosa, em TV Pirata, deixando uma trajetória de talento e dedicação que permanecerá na memória cultural do Brasil.

