O ator Cauã Reymond, de 46 anos, revelou que enfrentou um quadro de depressão leve após o enorme sucesso de Avenida Brasil, novela exibida originalmente em 2012 e atualmente reprisada no ‘Vale a Pena Ver de Novo’. O relato foi feito durante participação no ‘Charla Podcast’, na última quarta (29).
Durante uma conversa sobre saúde mental com Marcelo Adnet, de 44 anos, o artista afirmou que decidiu compartilhar uma experiência pessoal para ilustrar o tema. Segundo ele, mesmo mantendo a rotina ativa, acredita ter atravessado um período depressivo logo depois do fim da novela.
Cauã explicou que vivia uma fase considerada positiva em diferentes aspectos da vida. O ator destacou que experimentava grande reconhecimento profissional, estava casado, havia acabado de se tornar pai e via tudo aparentemente em ordem, mas ainda assim sentia um vazio que não conseguia explicar.
“…naquele momento eu vivi um momento de muito sucesso, eu vivi um casamento com uma pessoa especial, minha filha tinha nascido, tudo estava certo na minha vida, e eu não me sentia preenchido”, explica Cauã. Ele contou que recorrer ao acompanhamento psicológico foi determinante para compreender o que estava acontecendo.
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Nas sessões de terapia, percebeu que havia alcançado objetivos que jamais imaginou conquistar e disse que o processo de diálogo e aprendizado com os próprios erros foi essencial para superar a crise. O ator também associou essa dificuldade de aceitar as conquistas à história de sua família e às experiências vividas na infância.
Na avaliação dele, esse passado influenciou a maneira como enxergava o próprio sucesso. Ao relembrar esse contexto, Cauã citou que sua mãe era empregada doméstica, soropositiva para HIV e adotada. Ele acrescentou que a avó foi mãe solteira e que uma tia, também adotada, tinha esquizofrenia e acabou sendo assassinada em um hospício.
Segundo o artista, levar um histórico familiar tão marcado por dificuldades fez com que demorasse a acreditar que poderia viver uma realidade de estabilidade profissional e pessoal. Com o tempo, afirmou ter aprendido a reconhecer e agradecer pelas próprias conquistas.

