A imprudência no trânsito continua sendo uma das principais causas de mortes nas rodovias brasileiras e, muitas vezes, pequenos sinais de perigo antecedem situações irreversíveis.
Um caso ocorrido na BR-060, em Goiás, chamou atenção após um vídeo gravado dentro do carro mostrar os momentos de tensão vividos pela estudante de direito Kimmberlly Gisele Pereira Rodrigues minutos antes de um grave acidente.
As imagens registram o instante em que a jovem pede para que o motorista pare o veículo enquanto demonstra medo da situação. O acidente aconteceu no dia 4 de maio, no trecho entre Alexânia e Brasília. Segundo as investigações, Kimmberlly estava no banco traseiro do automóvel conduzido por Ivan Rodrigues Cardoso, que acabou perdendo o controle da direção.
O carro capotou na rodovia e deixou a estudante gravemente ferida. Nas imagens que passaram a circular nas redes sociais, a jovem aparece implorando para retornar para casa. A gravação se tornou peça importante para os investigadores, que analisam as circunstâncias do caso.
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De acordo com a delegada Silzane Bicalho, responsável pela apuração, o motorista afirmou em depoimento que teria perdido o controle do veículo após visualizar um “vulto” na pista. A polícia informou ainda que Ivan havia ingerido bebida alcoólica antes de dirigir. Ele e Kimmberlly haviam passado parte do dia em uma chácara com amigos.
Segundo relatos apresentados à investigação, outras pessoas decidiram deixar o carro ao perceberem que o motorista seguiria viagem para Brasília mesmo após consumir álcool. A estudante permaneceu no veículo.
Após o capotamento, Ivan foi socorrido e encaminhado a um hospital em Anápolis. Kimmberlly chegou a ser resgatada com vida, mas não resistiu durante o trajeto na ambulância.
O suspeito foi preso temporariamente nesta semana. A polícia investiga a possibilidade de enquadrar o caso como feminicídio com dolo eventual, entendimento aplicado quando a pessoa assume o risco de provocar uma morte, mesmo sem intenção direta.
A defesa de Ivan afirmou, por meio de nota, que o episódio deve ser tratado como acidente automobilístico até a conclusão das investigações e considerou precipitada qualquer definição antecipada sobre o crime.

