A prática de “soltar pipa” é uma das atividades recreativas mais apreciadas pelos brasileiros, em muitos pontos do país. Não são poucas as pessoas que cresceram brincando dessa forma e transmitem o gosto aos filhos.
Infelizmente, no entanto, a atividade pode ser muito perigosa. Isso porque muitas pessoas ignoram recomendações de segurança e utilizam do “cerol” para tornar a linha mais cortante.
A prática é, lamentavelmente, muito comum em vários lugares do país. A ideia é tornar a própria linha mais cortante e, ao encarar outra pipa no céu, o interessado não saia com dano.
O problema é que, especialmente em áreas urbanas, esse tipo de prática pode ser perigosa e colocar vidas em risco. Motociclistas e ciclistas são geralmente os mais afetados, já que viajam com o pescoço exposto.
Essa, infelizmente, é a história de Cremildo Aparecido Ferraz, de 52 anos. O homem faleceu na última quinta-feira (20/07), após ter o pescoço cortado por uma linha com cerol enquanto pilotava sua moto.
No momento do corte, Cremildo estava com a parceira na garupa. A linha não atingiu a mulher, que testemunhou toda a cena de desespero. O caso foi registrado como morte acidental.
Cremildo, num primeiro momento, nem percebeu que era uma linha. Ele parou a moto e questionou a parceira, se tinha algo em seu pescoço. Ao perceberem o corte, chamaram por uma ambulância.
Infelizmente, apesar da tentativa de socorro, Cremildo não resistiu. A polícia agora investiga o caso, mas não divulgou maiores informações sobre o andamento das apurações.

