Nesta segunda-feira (16/12), o ministro Alexandre de Moraes anunciou a decisão de prorrogar o inquérito das “fake news”, como ficou conhecido popularmente. A prorrogação será de 180 dias, conforme anunciado.
O motivo por trás da prorrogação é dar mais tempo à Polícia Federal para investigar o “gabinete do ódio”, como ficou conhecido, que teria sido exercido durante o mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Os dois principais focos da Polícia Federal neste inquérito são as notícias falsas que eram disparadas nas redes sociais, com ataques contra as instituições democráticas e também contra opositores políticos.
Segundo o ministro, cerca de 20 pessoas ainda precisam ser ouvidas. A PF ainda deve investigar a existência do “gabinete”, além de investigar também o financiamento por trás da atuação do grupo.
“Com a finalidade de finalizar as investigações sobre a comprovação da existência, o financiamento e modus operandi do ‘Gabinete do Ódio’, bem como de todos os seus participantes, o Inq 4781 foi prorrogado pelo Ministro Alexandre de Moraes por 180 dias“, diz um trecho do documento.
A Polícia Federal já concluiu que o gabinete do ódio era operado por aliados de Bolsonaro e funcionava dentro do Palácio do Planalto. Além dos ataques contra as instituições democráticas, um dos alvos do grupo também era o sistema eleitoral, que era constantemente atacado sem provas.
O inquérito das “fake news” foi iniciado em 2019, com assinatura do então presidente do STF, o ministro ministro Dias Toffoli. Coube a Alexandre de Moraes a relatoria.

