O Ministério Público de Goiás apresentou denúncia contra duas médicas envolvidas no atendimento ao menino Ravi de Souza Figueiredo, que faleceu aos 2 anos de idade após inserir um milho de pipoca no nariz.
As duas trabalhavam no Hospital Municipal de Goiatuba e atenderam a família, em abril deste ano. O menino deu entrada no hospital após inserir um milho de pipoca no nariz, mas acabou tendo complicações após passar por procedimentos.
Segundo registros do hospital, as médicas usaram ar comprimido, um aparelho de vídeo otoscópio e uma pinça, em diferentes tentativas de retirar o corpo estranho. Segundo a família, durante os procedimentos, o menino teria sofrido uma perfuração no pulmão.
Segundo a família, depois dos procedimentos, Ravi apresentou inchaço na barriga e a equipe médica tratou o caso como gases, dando remédio ao menino. O garoto recebeu alta, mas apresentou vômito e dificuldade para respirar, quando foi levado de volta ao hospital.
No hospital, foi solicitada transferência para Goiânia, mas o menino apresentou piora no meio do caminho e acabou sendo encaminhado para o Hospital Municipal de Hidrolândia. Lá, passou por atendimento emergencial, mas não resistiu.
O caso havia sido investigado pela Polícia Civil, que indiciou as médicas Isabella de Oliveira e Daniella Ferreira por homicídio culposo por negligência. O Ministério Público também solicitou que a dupla pague uma indenização à família no valor de R$150 mil.
O MPGO também determinou que o Cremego (Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás) se manifeste sobre o caso. As defesas das médicas foram procuradas pela imprensa. Apenas a defesa da médica Isabella respondeu, afirmando que se manifestaria apenas no processo.
Segundo a denúncia da família, o menino sofreu perfurações tanto no pulmão quanto no estômago. Caso a denúncia seja acatada, as médicas se tornarão réus por homicídio.

