A prisão de Walter Souza Braga Netto, general da reserva e ex-ministro da Casa Civil e da Defesa durante o governo de Jair Bolsonaro, está gerando grande repercussão, principalmente por sua longa trajetória militar e política.
Aos 68 anos, o militar é uma figura central no cenário político brasileiro, especialmente por sua participação em uma trama que visava reverter os resultados das eleições de 2022, e sua prisão pela Polícia Federal foi resultado de uma investigação que o aponta como líder de uma tentativa de golpe de Estado.
Natural de Belo Horizonte, Braga Netto iniciou sua carreira militar na Academia Militar das Agulhas Negras, onde se formou no curso de cavalaria.
Sua ascensão foi rápida, alcançando postos de grande importância, como o de comandante do Exército e chefe do Estado-Maior, o que lhe garantiu grande prestígio dentro das Forças Armadas.
Braga Netto se tornou um nome conhecido também no cenário político. Sua trajetória política começou em 1997, quando foi nomeado assessor da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, e foi durante o governo de Bolsonaro que seu papel ganhou mais destaque.
Ele foi nomeado Ministro da Casa Civil em 2020 e, no ano seguinte, assumiu o Ministério da Defesa. Seu vínculo estreito com o ex-presidente o levou a ser escolhido como vice-presidente na chapa derrotada nas eleições de 2022, disputando ao lado de Bolsonaro.
Segundo a Polícia Federal, o general teria sido um dos líderes do esquema que pretendia matar figuras importantes como Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Braga Netto agora enfrenta acusações graves que podem transformar sua figura de líder militar e político em símbolo de um dos maiores desafios à democracia brasileira dos últimos tempos.

