Ocorrências envolvendo motoristas que percorrem longas distâncias em comportamento irregular chamam a atenção não apenas pela gravidade, mas também pela sequência de acontecimentos em curto intervalo de tempo.
Em situações assim, a repetição de episódios levanta questionamentos sobre o estado emocional do condutor e a capacidade de interromper a ação antes que mais pessoas sejam atingidas. Casos dessa natureza costumam mobilizar rapidamente as autoridades e provocar forte repercussão entre moradores das regiões afetadas.
Foi nesse contexto que um homem de 60 anos passou a ser investigado após atingir oito pessoas ao longo de cerca de 25 quilômetros, entre os municípios de Novo Hamburgo e Presidente Lucena, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
Os fatos ocorreram no dia 3 de março e, segundo a Polícia Civil, aconteceram em sequência, dentro de um intervalo aproximado de uma hora. O suspeito foi identificado como o médico Paulo Adriano Pustay, que permanece preso preventivamente desde a data dos acontecimentos.
De acordo com as investigações, ele foi indiciado em dois inquéritos distintos, que apuram os episódios registrados em cada cidade. Até o momento, não foi apontada uma motivação clara, e a principal hipótese considerada pelas autoridades é de que ele tenha apresentado um quadro psicológico alterado durante o período.
Conforme os relatos reunidos pela polícia, após os atropelamentos, o homem seguiu até a residência do irmão, onde teria invadido o imóvel e tentado agredi-lo. A situação só não teve um desfecho mais grave porque o familiar conseguiu fugir pela janela.
Pouco antes disso, ele já havia atingido um idoso em frente à própria casa, que sofreu ferimentos, mas recebeu alta no dia seguinte. Em Novo Hamburgo, ao menos cinco pessoas foram atingidas.
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Em um dos casos, uma mulher que caminhava com um bebê e outra criança conseguiu desviar parcialmente, evitando consequências mais graves. Imagens analisadas pela investigação indicam que o veículo teria sido direcionado propositalmente em alguns momentos.
As autoridades seguem reunindo provas e ouvindo testemunhas para esclarecer completamente o ocorrido. O caso reforça a importância de atenção a sinais de instabilidade e da atuação rápida das forças de segurança para interromper situações que colocam diversas vidas em risco.

