Na manhã deste domingo (10), foram realizados, na cidade de Vila Velha, que está localizada na Região Metropolitana de Vitória, capital do estado do Espírito Santos, os sepultamentos de Sophia Vial da Silva, de 15 anos, e de Andrezza da Silva Conceição, de 31.
As duas perderam a vida na tarde de sábado (9), após serem atingidas por disparos. No mesmo episódio, uma criança de seis anos, outra de nove e um homem também ficaram feridos.
Segundo familiares, Sophia estava dentro do carro com os pais a caminho da residência do avô, onde buscaria a irmã mais nova, quando foi atingida. Andrezza, por sua vez, seguia a pé para o trabalho quando acabou baleada.
A adolescente chegou a ser levada ao Hospital Evangélico, mas não resistiu, apesar das tentativas da equipe médica para salvá-la. O bairro localizado na Região Três de Vila Velha, tem registrado episódios frequentes de tiroteios, atribuídos por moradores a confrontos entre grupos rivais.
Até a última atualização, não havia informações sobre prisões relacionadas ao caso. A Polícia Civil informou que segue com diligências para identificar e capturar os envolvidos, enquanto a segurança foi reforçada na região.
O governador Renato Casagrande anunciou operações conjuntas das forças policiais, com aumento de efetivo e uso de inteligência para localizar os responsáveis.
O velório de Sophia aconteceu na igreja que a família frequenta, no bairro Ataíde. O avô relatou que esperava a chegada da neta quando ouviu os disparos e, ao sair, encontrou a filha pedindo ajuda.
De acordo com a família, a jovem cursava o primeiro ano do ensino médio, sonhava em ser engenheira mecânica e estava prestes a começar um estágio de menor aprendiz. Também integrava o grupo musical da igreja como vocalista.
“Preciso fazer justiça pela minha filha inocente que morreu na minha frente. Eu olhei para a cara dela e ela caiu dentro do carro. Meu coração está despedaçado. Minha filha era perfeita, linda. Essa guerra de Santa Rita já matou tanta gente inocente e agora foi a vez da minha filha”, desabafou Allini, mãe da adolescente.
A perda das duas vítimas gerou comoção e reforçou o clima de insegurança na comunidade, levando familiares e moradores a pedirem ações mais efetivas para evitar que novas vidas sejam interrompidas pela violência.

