Uma descoberta macabra chocou os moradores do município de Serra, na Grande Vitória, Espírito Santo. Após cinco dias de buscas e profunda angústia pelo desaparecimento de Miriam de Oliveira Soares, de 39 anos, sua mãe, a dona de casa Magali Moraes de Oliveira, encontrou o corpo da jovem enterrado no jardim da residência familiar.
O principal suspeito do crime é o próprio irmão da vítima, Abraão de Oliveira Soares, de 43 anos, que foi preso em flagrante e confessou o assassinato após um intenso interrogatório policial.
A descoberta ocorreu de forma dolorosa enquanto a mãe realizava tarefas domésticas e pedia por respostas. Ao estender roupas no varal e orar pelo paradeiro da filha, Magali sentiu um odor forte vindo do solo e, ao remover uma camada de terra com as próprias mãos, deparou-se com o corpo de Miriam.
A perícia técnica inicial identificou diversos ferimentos concentrados na região da cabeça e do pescoço da vítima, confirmando a brutalidade do ataque. De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Civil, o crime foi motivado por uma discussão fútil e banal.
O ataque aconteceu na terça-feira, 12 de maio de 2026, quando os irmãos ficaram sozinhos no imóvel. Abraão realizava a manutenção de uma tubulação de esgoto quando a água suja acabou respingando nas plantas do jardim, que eram cuidadas com extremo zelo por Miriam.
Irritada com a situação, a vítima confrontou o irmão, iniciando uma discussão calorosa que evoluiu rapidamente para agressão física. Abraão golpeou a irmã repetidas vezes, utilizando uma enxada e um cabo de madeira que foram posteriormente localizados e apreendidos pelas autoridades no quintal.
Testemunhas e familiares relataram extremo espanto com a postura de frieza adotada pelo agressor nos dias que sucederam o sumiço da irmã. Enquanto toda a família se mobilizava desesperadamente em buscas, registros e cartazes, Abraão permaneceu na residência assistindo à televisão com total indiferença e sem demonstrar qualquer abalo emocional.
Revoltada e em choque com a conduta do filho, Magali lamentou o fato de ter criado o rapaz com tanto afeto para depois descobrir que ele havia se transformado em um monstro, revelando ainda que ele já possuía um histórico de agressividade doméstica.
A Delegacia de Polícia Civil informou que o caso foi oficialmente direcionado à Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM) e passará a ser tratado formalmente sob a qualificadora de feminicídio, além do crime de ocultação de cadáver.
Abraão teve sua prisão convertida e segue sob custódia preventiva do Estado, enquanto os investigadores aguardam o laudo oficial do Instituto Médico Legal (IML) e realizam a oitiva de uma terceira irmã, que também residia no mesmo endereço, para concluir o inquérito e entender a dinâmica completa dos fatos.
“Criei um filho com tanto amor e depois se transformou em monstro… Ele estava tranquilo lá em cima, sentado vendo televisão. Frio, frio, frio”, disse Magali Moraes de Oliveira, mãe da vítima e do agressor.

