Procedimentos estéticos estão cada vez mais presentes na rotina de milhares de brasileiros e movimentam um dos maiores mercados de cirurgia plástica do mundo. A suposta beleza padrão imposta por parte da sociedade vem causando mortes em todo o mundo.
Apesar dos avanços na medicina e da popularização dessas intervenções, casos de complicações continuam gerando debates sobre segurança, acompanhamento médico e cuidados no período pós-operatório.
A morte de Juliana Silva Xavier, de 39 anos, voltou a chamar atenção para esse tema após a gerente comercial apresentar complicações dias depois de passar por uma cirurgia plástica em São Paulo.
O caso, investigado pela Polícia Civil como morte suspeita, também comoveu familiares e amigos pela situação deixada dentro de casa: um bebê de apenas cinco meses. Moradora de Iguape, no litoral paulista, Juliana realizou o procedimento cirúrgico no Hospital Ruben Berta em 11 de maio.
Segundo o boletim de ocorrência, ela apresentou complicações poucas horas após a cirurgia e precisou ser transferida para o Hospital Alvorada Moema, onde morreu três dias depois.
Ao g1, o marido da vítima, Luís Antônio Castro Barros, contou que a esposa havia descoberto a gravidez pouco antes de marcar a cirurgia, ainda em 2025. Após o nascimento do filho, em dezembro, Juliana decidiu aguardar cerca de quatro meses antes de retornar à clínica para realizar o procedimento.
Segundo Luís, a família questionou o médico responsável sobre possíveis riscos relacionados ao fato de a paciente ter passado recentemente por uma cesárea. Ainda conforme o relato, o profissional teria garantido que não existia perigo para a realização da cirurgia naquele período.
Emocionado, o marido descreveu Juliana como uma mulher dedicada à família, ao trabalho e aos cuidados pessoais. Ele afirmou que agora precisará assumir sozinho a criação do filho e relembrou a importância da esposa em diferentes momentos da vida, inclusive durante problemas cardíacos enfrentados por ele anteriormente.
Para assistir ao vídeo CLIQUE AQUI!
A Polícia Civil investiga se a morte ocorreu em razão de uma condição pré-existente, de uma possível complicação cirúrgica ou de eventual falha médica. O caso foi inicialmente registrado como morte súbita sem causa aparente e segue sob responsabilidade do 96º Distrito Policial.
O diagnóstico apresentado pelo hospital aponta tromboembolia pulmonar associada a um agente biodinâmico. A família aguarda os laudos periciais do Instituto Médico Legal, que devem esclarecer as circunstâncias da morte e indicar se houve responsabilidade de terceiros.
O advogado que representa o médico responsável afirmou que a cirurgia ocorreu dentro da normalidade e que a paciente apresentou uma intercorrência clínica inesperada no período pós-operatório.

