O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma declaração pública neste sábado condenando fortemente a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela, classificando os ataques e a captura do presidente Nicolás Maduro como uma violação grave e inaceitável da soberania de um país vizinho.
Para ele, os eventos representam uma ameaça direta aos princípios do direito internacional e remetem a um passado de instabilidade política na América Latina e no Caribe, quando intervenções estrangeiras eram utilizadas como forma de controle sobre governos locais.
Em sua manifestação, Lula alertou que essa ofensiva cria um precedente perigoso para a ordem internacional, já que rompe com as normas básicas de convivência entre nações soberanas.
Segundo ele, o uso da força para intervir em assuntos internos de outro país compromete os pilares do multilateralismo e da diplomacia, elementos que devem prevalecer na resolução de conflitos.
O presidente brasileiro observou que permitir esse tipo de ação unilateral pode abrir caminho para novos episódios de instabilidade global, em um cenário onde o poder militar se sobrepõe à negociação e ao respeito entre Estados.
O chefe de Estado destacou ainda que a posição do Brasil segue uma linha coerente com seu histórico recente de condenações ao uso da força em outras regiões do mundo.
Gravíssimos os ataques dos Estados Unidos contra a Venezuela. Bombardearam o país e capturaram Nicolás Maduro. Trata-se de um ataque inaceitável à soberania do povo venezuelano e de toda a América Latina.
Trump já deixou claro: quer as reservas de petróleo da Venezuela, não tem… pic.twitter.com/rMmHHfC3YC
— Talíria Petrone (@taliriapetrone) January 3, 2026
Lula afirmou que o país sempre defendeu soluções políticas e pacíficas, respeitando os princípios da autodeterminação e da soberania nacional. Ele expressou preocupação com os impactos que essa ação possa ter sobre a região sul-americana, tradicionalmente considerada uma zona de paz e cooperação.
Por fim, o presidente fez um apelo à comunidade internacional, especialmente à Organização das Nações Unidas, para que haja uma resposta firme e coordenada diante da gravidade do episódio.
Reafirmou também a disposição do Brasil em contribuir com esforços diplomáticos, atuando como um agente promotor do diálogo e da estabilidade na América Latina.
Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional.
Atacar países, em…
— Lula (@LulaOficial) January 3, 2026
Para Lula, somente por meio da cooperação internacional e do respeito mútuo será possível preservar a paz e evitar o retorno a práticas autoritárias nas relações entre países.

