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Lei de sigilo descumprida? Afinal, Fausto Silva podia ou não ter mandado recado para a família do doador de órgãos

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O que diz a legislação em relação ao sigilo do doador de órgãos. Afinal, essas informações podem ser divulgadas ao público?

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Recentemente, o apresentador Fausto Silva, mais conhecido como Faustão, chamou atenção por estar enfrentando problemas de saúde. Após ter sido diagnosticado com uma insuficiência cardíaca, ele ficou algumas semanas na fila de espera do SUS (Serviço Único de Saúde) para conseguir um transplante de coração.

Recentemente, ele gravou um vídeo, no qual, apareceu agradecendo a família de seu doador, um homem de 35 anos que morreu após ter sofrido um AVC (Acidente Vascular Cerebral).

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E diante da situação, o tema da importância de manter a identidade do doador anônima acendeu um alerta. De acordo com a lei, é essencial que a identidade daquele que realiza a doação não seja divulgada. Mas, no caso de Faustão, o assunto se tornou público e todos sabem a identidade de seu doador, o jogador de futebol, Fabio Cordeiro da Silva, de 35 anos.

“O doador terá sua identidade mantida em sigilo, no entanto serão fornecidas informações sobre o seu estado de saúde e os resultados de exames”, é dito, através de órgãos de saúde. Em relação a manifestações individuais sobre o assunto, elas são respeitas, pois se encaixam dentro da Constituição Federal.

Não chegou a ser divulgado como o comunicador obteve acesso à informação da origem do coração transplantado.

Paulo Pêgo, professor de medicina na USP (Universidade de São Paulo), revelou que a decisão de manter em sigilo o doador e sua família é por questões de privacidade, pois alguns familiares podem não ter uma boa reação ao saberem que outra pessoa está com um órgão de um parente próximo.

Sobre o Autor

Juliana Gomes

Colunista de notícias dedicada a escrever sobre os mais diversos assuntos. Sempre fui apaixonada pela arte da escrita e pela literatura.