Na última quinta-feira (09/04), a Justiça de Minas Gerais julgou um pedido de habeas corpus apresentado pelos advogados de Renê da Silva Nogueira, preso pelo homicídio.
Renê estampou as páginas policiais do país em agosto, quando matou Laudemir de Souza Fernandes, de 44 anos. O crime aconteceu logo após uma discussão de trânsito. Laudemir era gari e estava em horário de serviço no momento do crime.
Depois de matar a vítima, Renê deixou o local de carro e seguiu com sua rotina normalmente. Ele acabou preso pela polícia dentro da academia que frequentava, onde pareceu surpreso pela ação policial.
A defesa dele entrou com um pedido de habeas corpus alegando que Renê possui residência fixa, é réu primário e não tem antecedentes criminais. Os advogados ainda alegaram constrangimento ilegal no pedido de habeas corpus.
O pedido foi analisado e negado por juízes da 8ª Câmara Criminal do TJMG, que levaram em consideração não apenas a repercussão do caso, como também a gravidade do crime cometido.
Crime foi cometido com arma da esposa
Renê se envolveu em uma discussão de trânsito com funcionários da limpeza urbana. Segundo testemunhas, ele sacou a arma e apontou para os profissionais. Laudemir teria tentado acalmar a situação, mas foi alvejado.
A polícia logo identificou que Renê era casado com a delegada Ana Paula Lamego Balbino, dona da arma usada no crime. Desde o episódio, ela esta afastada de suas funções por motivo de licença médica.
Nesta semana também, segundo informações apuradas pelo portal Metropoles, a Polícia Civil aprovou uma prorrogação de mais 60 dias na licença médica da delegada – que esta afastada desde agosto.
Renê é réu por três crimes: porte ilegal de arma, ameaça e homicídio duplamente qualificado. Se condenado em todas as acusações, a pena máxima pode chegar a 35 anos de prisão.

