A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) efetuou a prisão de Guilherme Silva Teixeira, de 24 anos, que confessou ser o autor do assassinato brutal do professor João Emmanuel Ribeiro Gonçalves de Moura Carvalho.
O crime, ocorrido em Sobradinho II, foi motivado por homofobia, conforme registrado pelas autoridades. De acordo com o depoimento do agressor, o ataque teria sido desencadeado por conta de uma atitude da vítima.
O professor, supostamente alcoolizada, ter se aproximado e feito avanços com conotação sexual, o que teria ofendido o suspeito que aguardava uma carona para o trabalho no lado oposto da pista.
Os detalhes fornecidos pelo delegado Ricardo Viana, da 35ª Delegacia de Polícia, revelam a extrema violência empregada no caso, que revolta a população.
João Emmanuel havia acabado de chegar em casa em um carro de aplicativo e caminhado até uma parada de ônibus próxima quando foi abordado. Esses foram os seus últimos momentos com vida.
Guilherme atravessou a rua e iniciou uma sequência de socos, chutes e pisões. A brutalidade foi tamanha que a marca do chinelo do agressor ficou impressa no rosto da vítima, que faleceu no local, quase em frente à sua própria residência.
Após o ato, o suspeito seguiu normalmente para o trabalho como serralheiro na companhia de seu patrão, que também é vizinho da vítima e presenciou o professor agonizando sem prestar socorro.
O proprietário da serralheria foi autuado por favorecimento pessoal por ter auxiliado a fuga de Guilherme, mas foi liberado após assinar um termo de compromisso.
A denúncia anônima que mobilizou os bombeiros partiu da esposa deste motorista. João Emmanuel, conhecido carinhosamente como Nuel, era filho do vice-prefeito de Isaías Coelho, no Piauí, e sua morte gerou profunda consternação.
Familiares e amigos prestaram homenagens emocionadas nas redes sociais, descrevendo-o como uma pessoa cheia de vida e lamentando a interrupção trágica de sua trajetória.
As roupas utilizadas pelo agressor no momento do crime foram apreendidas para perícia, e ele permanece à disposição da justiça para responder pelo homicídio qualificado.

