Nesta quarta-feira (20/08), a Polícia Federal indiciou o ex-presidente Bolsonaro em mais um inquérito. Desta vez, Bolsonaro é acusado de tentar interferir na Ação Penal n° 2668.
Em termos técnicos, Bolsonaro foi indiciado por coação no curso da ação. A ação em questão é justamente o processo que julga a acusação de tentativa de golpe de Estado, em 2022.
Para a polícia federal, o ex-presidente agiu “de forma subordinada a interesses de agentes estrangeiros, em alinhamento previamente condicionado ao atendimento de pretensões externas”.
Além de Jair Bolsonaro, a Polícia Federal também indiciou o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro(PL) – que segue nos Estados Unidos, onde abertamente articula medidas prejudiciais contra o Brasil.
O relatório final do inquérito já tinha sido enviado ao STF na sexta-feira (16/08). Além do crime de coação no curso do processo, pai e filho também foram indiciados por tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito por meio da restrição ao exercício dos poderes constitucionais.
Áudios, conversas e plano de fuga expostos
Também quarta-feira (20/08), a família Bolsonaro esteve no centro de diversas polêmicas por uma série de vazamentos. Mensagens trocadas, áudios enviados e até mesmo um suposto plano de fuga.
Segundo relatório da Polícia Federal, Bolsonaro planejou uma fuga pela Argentina. Em arquivos encontrados no celular do ex-presidente, a PF encontrou o que seria uma minuta de pedido de asilo político na Argentina.
De acordo com informações das investigações, o documento teria sido editado pela última vez na mesma data em que Bolsonaro se abrigou na Embaixada da Hungria no Brasil, em fevereiro de 2024.
Naquela ocasião, a movimentação do ex-presidente já tinha levantado suspeitas de uma possível trama de fuga depois de Bolsonaro ter tido seu passaporte retido por determinação do Supremo Tribunal Federal.

