O cenário do Cemitério do Bonfim, em Belo Horizonte, transformou-se na tarde desta quinta-feira, 16 de abril de 2026, em um palco de memórias e homenagens emocionantes após a partida de alguém muito querido.
O velório de Rodrigo Lapa, o cinegrafista de 49 anos que perdeu a vida no trágico acidente da BR-381, não foi apenas uma despedida formal de um profissional da imprensa, mas a celebração de uma vida multifacetada e vibrante.
Entre o luto e a gratidão, amigos e familiares destacaram que, embora o espetáculo físico tenha se encerrado, o legado de alegria deixado pelo artista permanece vivo na memória de cada um que estava presente.
O ponto alto da cerimônia foi o tributo prestado por Ricardo Lapa, irmão de Rodrigo. Em um depoimento que alternou entre as lágrimas e o orgulho, Ricardo descreveu o irmão como uma figura incrivelmente versátil.
Rodrigo não era apenas o profissional dedicado por trás das lentes da Band Minas; ele era o Palhaço Mequetrefe, o “laser man”, o piloto de drone, o mecânico e o dedicado “marido de aluguel” que cuidava da casa e dos amigos com o mesmo zelo.
“Ele sempre feliz e faceiro com a vida. Sempre foi bolador de ideias novas e brilhantes. (…) Era um ser humano diferenciado, eu nunca vou me esquecer dele”, declarou Ricardo, iluminando o ambiente ao recordar a capacidade do irmão.
Enquanto a comunidade jornalística se despedia de Rodrigo, as atenções e preces continuam voltadas para o Hospital João XXIII. A repórter Alice Ribeiro, que dividia a pauta e o veículo com o cinegrafista, permanece internada em estado grave.
O clima nas redações mineiras é de uma “tristeza esperançosa”, onde a dor pela perda de Lapa se mistura à torcida intensa pela recuperação de Alice, que recentemente havia retornado de sua licença-maternidade.
A partida de Rodrigo Lapa deixa um vazio nas coberturas jornalísticas de Minas Gerais, mas sua história agora é contada através dos sorrisos que ele provocou, seja através de uma reportagem bem executada ou de uma piada sob a maquiagem de Mequetrefe.

