Após uma série de casos que acenderam um alerta em São Paulo, a crise das bebidas alcoólicas “batizadas” com metanol continua a fazer vítimas, com novas informações divulgadas nesta última quarta-feira, dia 1º de outubro.
A Secretaria de Saúde já investiga 25 casos de contaminação e cinco mortes possivelmente ligadas ao consumo do álcool tóxico. Foi realizado um balanço oficial do órgão, que detalhou a gravidade da situação.
Até o momento, das cinco mortes, uma já foi comprovadamente causada pela bebida adulterada, enquanto as outras quatro aguardam laudo. Histórias de pessoas que ficaram cegas ou em coma se multiplicam pela Grande São Paulo.
Um dos casos mais tristes é o da designer de interiores Radharani Domingos, de 43 anos. Ela perdeu a visão após consumir três caipirinhas feitas com vodca em um bar no nobre bairro dos Jardins.
“Era uma região nobre, não era nenhum boteco de esquina. […] Não estou enxergando nada”, disse ela ao Fantástico, diretamente do hospital, ao expressar o que teria acontecido.
A situação também atingiu jovens em casa. Rafael Anjos Martins, de 28 anos, está em coma desde 1º de setembro após beber um gin que comprou em uma adega na Zona Sul da capital.
Seus amigos, que beberam uma quantidade menor, também tiveram a visão afetada, mostrando o poder devastador do metanol. O vilão por trás da crise é o metanol, um álcool industrial altamente tóxico.
Por ter cheiro e aparência semelhantes ao álcool comum (etanol), ele é usado por criminosos para adulterar bebidas. Quando ingerido, ataca o fígado, o cérebro e o nervo óptico, podendo causar cegueira, coma e morte.
No momento, a Polícia Civil investiga os locais onde as bebidas foram compradas, incluindo adegas e bares. Outras vítimas, como Bruna de Souza, de 30 anos, e Wesley Pereira, de 31, também estão internadas em estado grave.
Enquanto isso, a família do empresário Marcelo Lombardi, de 45 anos, chora sua morte que já foi confirmada pela intoxicação. A população segue em alerta.

