O uso do medicamento Mounjaro (tirzepatida), que se consolidou no mercado farmacêutico como uma das principais alternativas para o tratamento da obesidade e busca pelo emagrecimento rápido, voltou a centralizar os debates nas plataformas digitais.
Desta vez, a discussão ultrapassou os índices de perda de gordura corporal e focou nos efeitos colaterais estéticos e estruturais que o emagrecimento acelerado provoca na fisionomia dos pacientes.
O criador de conteúdo Lucas Estevam, conhecido pelo canal Estevam Pelo Mundo no YouTube, utilizou seu perfil oficial no Instagram nesta quinta-feira, 11 de junho de 2026, para emitir um alerta público baseado em sua própria experiência com o fármaco.
Em um relato sincero aos seus seguidores, o influenciador digital revelou ter percebido um forte afinamento e perda de sustentação na região do rosto após iniciar o uso do Mounjaro por conta própria, sem a devida triagem de um especialista.
Estevam utilizou a expressão “rosto derretido” para descrever o impacto visual imediato gerado pela perda de volume. Ele destacou que um dos grandes equívocos de quem busca o emagrecimento sem orientação é esquecer que o organismo não realiza a queima de gordura de forma seletiva ou localizada.
Muitas vezes, as camadas adiposas superficiais da face são consumidas pelo metabolismo antes das regiões desejadas pelo paciente, como o abdômen ou as pernas.
Anatomoclinicamente, a perda severa e repentina de peso corporal tende a deixar as alterações estruturais do rosto substancialmente mais evidentes. O fenômeno ocorre porque a face humana é sustentada por compartimentos de gordura essenciais para a manutenção da jovialidade e do tônus dérmico.
Com a redução drástica desse preenchimento natural, manifesta-se o afinamento acentuado das bochechas, a marcação profunda de sulcos (como o bigode chinês) e a flacidez tecidual, conferindo ao indivíduo um aspecto visual de cansaço ou envelhecimento precoce.
No vídeo compartilhado, Estevam ponderou que seu objetivo não é demonizar ou desincentivar o uso da medicação — reconhecida internacionalmente por sua eficácia clínica no controle metabólico, mas sim evidenciar os riscos associados à automedicação.
O produtor de conteúdo confessou seu profundo arrependimento por ter adquirido o remédio diretamente no balcão da farmácia e feito uso contínuo por dois meses de forma descontrolada.
Ele relatou que, por falta de exames e titulação adequada, utilizou dosagens incorretas para o seu biotipo, o que comprometeu temporariamente sua saúde e sua estética facial.
Por fim, o influenciador esclareceu que conseguiu reverter o quadro de flacidez e recuperar o contorno original de sua linha de mandíbula e bochechas após buscar o socorro de uma clínica médica especializada.
O processo de reestruturação tecidual foi conduzido por meio de intervenções de medicina estética e dermatológica, combinando a aplicação de fios de sustentação e bioestimuladores de colágeno.
O caso serve como um importante lembrete de que o manejo de canetas emagrecedoras de última geração exige protocolos médicos personalizados, que associem a perda de peso ao suporte nutricional para preservar a integridade muscular e a harmonia facial do paciente.

