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Imagens, percurso de carro e depoimentos da família: o que se sabe sobre a morte misteriosa de jovem empresário no AL

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Mais detalhes sobre a investigação do empresário que não resistiu na região de Maceió e o caso continua a ser um mistério.

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A orla de Riacho Doce, em Maceió, tornou-se o cenário de um enigma que a Polícia Civil de Alagoas tenta decifrar desde a última quinta-feira, dia 12 de março de 2026.

O corpo de Michel Cassiano dos Santos, um jovem empresário de 27 anos, foi encontrado sem vida no interior de seu veículo, uma Fiat Toro, despertando uma série de interrogações sobre as circunstâncias que levaram ao seu trágico fim.

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Desaparecido desde a véspera, Michel foi localizado sentado no banco do motorista, vestindo uma camisa vermelha e short branco, em uma área de coqueiral que, apesar da beleza natural, agora carrega o peso de uma investigação de homicídio.

O caso ganhou contornos mais complexos nesta quarta-feira, dia 18, quando o delegado Eduardo Guerra revelou que, embora o material de vídeo coletado seja extenso e aponte que a vítima aparentava estar sozinha no trajeto até o local.

A perita criminal Maria Neuma foi enfática ao descrever a trajetória do projétil, que atingiu a região temporal esquerda e atravessou a cabeça de Michel. A presença da chamada “zona de tatuagem”, uma marca característica deixada por resíduos de pólvora na pele, confirma que o disparo foi efetuado a curtíssima distância.

No entanto, o detalhe mais intrigante é que o autor do crime provavelmente estava do lado de fora do automóvel no momento em que puxou o gatilho, descartando qualquer hipótese de suicídio.

Além da ausência da arma no local, o fato de a perícia ter confirmado que o disparo veio de um agente externo reforça a tese de que o tiro foi desferido de um ângulo que exigia uma proximidade física agressiva, sugerindo uma emboscada ou uma abordagem direta.

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Outro ponto que intriga os investigadores é a desordem encontrada dentro do veículo. Embora o carro de luxo não tenha sido levado, o que afasta a ideia inicial de um latrocínio focado no patrimônio automotivo, o interior foi completamente revirado pelo autor.

A carteira de Michel estava presente, mas desprovida de dinheiro, e seis de seus cartões bancários foram encontrados espalhados pelo assoalho, enquanto o seu telefone celular  simplesmente desapareceu da cena. Essa remoção seletiva de itens sugere que o agressor buscava algo específico ou tentou dificultar a investigação ao levar o aparelho eletrônico.

A Polícia Científica já coletou amostras de DNA e impressões digitais na esperança de encontrar um rastro biológico. Atualmente, o delegado Eduardo Guerra mantém a cautela, evitando confirmar uma linha de investigação específica para não comprometer o sigilo do inquérito.

Os depoimentos colhidos até agora, incluindo os de familiares próximos e do namorado da vítima, não apresentaram, segundo a polícia, qualquer anormalidade que pudesse servir como motivação imediata para o crime.

Enquanto a equipe de investigação mergulha na análise das câmeras de segurança para preencher as lacunas do percurso final de Michel, a comunidade de Maceió aguarda por respostas sobre quem teria motivos para executar um jovem empresário.

Sobre o Autor

Juliana Gomes

Colunista de notícias dedicada a escrever sobre os mais diversos assuntos. Sempre fui apaixonada pela arte da escrita e pela literatura.