Situações inesperadas em ambientes escolares costumam provocar forte comoção, especialmente quando envolvem crianças em plena rotina de estudos. Embora escolas sejam vistas como espaços de aprendizado e convivência, episódios de emergência médica podem ocorrer a qualquer momento.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, casos de engasgo estão entre os acidentes mais comuns na infância, sobretudo durante as refeições, exigindo resposta rápida e adequada para evitar consequências graves.
Em Londrina, no norte do Paraná, um estudante de 11 anos perdeu a vida após se engasgar durante o intervalo das aulas no Colégio Nossa Senhora de Lourdes. O menino, identificado como Robhert Rodrigues Miranda, consumia um pão de queijo quando apresentou dificuldades para respirar.
Uma colega que presenciou a situação relatou que ele estava conversando enquanto comia e, ao perceber o desconforto, tentou retirar o alimento com a própria mão. Nesse momento, uma sargento que estava na escola iniciou o atendimento emergencial e conseguiu remover o alimento das vias aéreas.
Ainda assim, o estudante desmaiou e precisou de atendimento especializado. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) deram continuidade aos procedimentos e encaminharam o garoto para uma unidade hospitalar na cidade de Londrina.
O garto deu entrada em estado grave e permaneceu internado na Unidade de Terapia Intensiva desde a última quinta-feira (26). Apesar dos esforços médicos, ele faleceu nesta segunda-feira (2) em decorrência de complicações relacionadas ao episódio.
Em nota oficial, a Secretaria de Estado da Educação do Paraná manifestou pesar e informou que os profissionais da unidade, capacitados por programas como Escola Segura e Brigada Escolar, prestaram os primeiros socorros imediatamente.
O órgão também declarou apoio à família, aos colegas e à comunidade escolar, colocando-se à disposição para oferecer suporte neste momento delicado. Não há informações sobre o velório e sepultamento do estudante.
O caso reacende a importância de orientar crianças sobre hábitos seguros durante a alimentação e reforça a necessidade de treinamento contínuo em primeiros socorros nas instituições de ensino, medida que pode fazer diferença crucial em situações semelhantes.

