A notícia da morte do ex-jogador de vôlei Everton Pereira Fagundes da Conceição, conhecido como “Boi”, abalou não apenas o esporte mato-grossense, mas fãs da modalidade em todo o país.
Aos 46 anos, o atleta, que integrou a seleção brasileira de base e conquistou títulos como o Campeonato Mundial Infanto-Juvenil e o Sul-Americano Juvenil, foi atingido por três tiros dentro de seu próprio carro, na última quinta, dia 10 de julho, em Cuiabá.
Everton estava no bairro República do Líbano quando foi alvejado e perdeu o controle da direção, colidindo com outro veículo. As imagens captadas por câmeras de segurança mostraram o carro com as portas abertas próximo a um posto de combustível e, em seguida, um homem descendo do veículo e fugindo a pé.
A cena, embora silenciosa, fala por si e tornou-se peça-chave na investigação. O principal suspeito do crime é Idirlei Alves Pacheco, de 40 anos. Segundo a Polícia Civil, tudo indica que ele estava dentro do veículo com Everton e teria feito o ex-jogador de refém antes de disparar.
O suspeito é considerado foragido e está sendo procurado intensamente pelas autoridades. As investigações apontam para um possível crime motivado por questões pessoais. De acordo com o delegado Rogério Gomes, Idirlei seria ex-companheiro da mulher com quem Everton mantinha um relacionamento.
A ex-esposa do suspeito chegou a registrar boletim de ocorrência relatando que ele havia sequestrado Everton momentos antes do homicídio. A Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) está à frente do caso, e as buscas seguem ativas.
A morte de Everton gera consternação e levanta novamente o debate sobre como conflitos interpessoais podem escalar para atos extremos. O legado de Everton no esporte permanece. Em quadra, sua força como oposto fez história; fora dela, agora, seu nome está associado a um episódio que ainda exige respostas e justiça.

