Na madrugada de uma quinta-feira em Salvador, um adolescente de 17 anos perdeu a vida após cair de um viaduto durante uma tentativa de assalto na cidade de Salvador, capital do estado da Bahia.
O episódio, ocorrido em circunstâncias violentas, comoveu familiares e gerou questionamentos sobre o atendimento médico prestado após o acidente. A vítima foi identificada como Luís Guilherme Dantas Santiago, e o caso está sendo tratado como latrocínio pelas autoridades.
De acordo com o relato de um mototaxista que presenciou o crime, o jovem foi abordado por suspeitos no alto do viaduto e acabou entrando em luta corporal com um deles.
Durante o confronto, teria sido empurrado da estrutura, caindo na pista abaixo. Apesar da gravidade da queda, o rapaz ainda estava consciente e conseguiu falar com o mototaxista, que rapidamente contatou a mãe do adolescente.
Ele apresentava dificuldades respiratórias e dores, mas não possuía ferimentos visíveis mais graves naquele momento. O atendimento inicial foi realizado por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que o encaminhou à Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
A decisão de levá-lo a uma UPA, e não diretamente para uma unidade hospitalar de referência, especializado em traumas, foi alvo de críticas por parte da mãe do jovem. Segundo ela, a queixa de falta de ar indicava a necessidade de exames mais avançados, como uma tomografia, o que não seria possível na unidade escolhida.
Em nota oficial, a Secretaria Municipal de Saúde alegou que, no primeiro contato com a equipe de resgate, o paciente apresentava sinais vitais estáveis, o que justificou o encaminhamento à UPA.
No entanto, o quadro clínico do adolescente evoluiu rapidamente para uma parada cardiorrespiratória antes que pudesse ser transferido ao hospital de referência. Um processo administrativo foi aberto para investigar os procedimentos adotados e a conduta da equipe médica envolvida no caso.
A Polícia Civil registrou a ocorrência como latrocínio, embora ainda não tenha confirmado se houve roubo de bens da vítima, como sua motocicleta. A investigação segue em curso para identificar os responsáveis pela ação criminosa.
Casos como este escancaram a urgência de revisar protocolos de atendimento a vítimas de violência e acidentes graves, além da necessidade de reforçar a segurança em áreas urbanas suscetíveis a ações criminosas.
Também reacende o debate sobre a agilidade no encaminhamento de pacientes a unidades hospitalares com estrutura adequada, fator que pode ser decisivo entre a vida e a morte.

