Todos os anos, milhares de acidentes fatais são registrados nas rodovias brasileiras, revelando um cenário de alerta constante para motoristas que enfrentam estradas muitas vezes perigosas e mal sinalizadas.
Em muitos trechos, a pressa e a rotina diária se chocam com riscos que podem transformar trajetos comuns em histórias interrompidas. Foi em uma dessas estradas, no interior do Ceará, que a vida de Mara Aquino de Oliveira, de 38 anos, conselheira tutelar dedicada à proteção da infância, chegou ao fim de forma inesperada.
Na noite da última terça, dia 26 de agosto, Mara conduzia sozinha seu carro pela BR-226, no trecho que liga Solonópole a Milhã, quando colidiu contra um carro-pipa que estava parado na pista. O impacto foi tão forte que ela ficou presa às ferragens e não resistiu.
Equipes de resgate foram acionadas, mas apenas puderam constatar o óbito. O motorista do caminhão se apresentou às autoridades, prestou depoimento e realizou o teste do bafômetro, que deu negativo.
A Prefeitura de Solonópole decretou três dias de luto oficial em reconhecimento ao trabalho da conselheira, que atuava em prol de crianças e adolescentes do município. Em nota, a gestão municipal destacou a dedicação de Mara e o legado de acolhimento que ela deixa para a comunidade.
Durante esse período, as bandeiras das repartições públicas foram hasteadas a meio-mastro em homenagem à servidora. Segundo relatos locais, o acidente ocorreu em uma área conhecida como “curva do lixão”, considerada perigosa por motoristas que trafegam pela região.
A Polícia Civil e a Perícia Forense investigam as circunstâncias do ocorrido para esclarecer se a falta de sinalização ou problemas na via contribuíram para a colisão. A morte de Mara não apenas enlutou familiares, amigos e colegas de trabalho, como também reforçou a preocupação com a segurança nas estradas cearenses.

