Curiosidades

Hormônio pode reverter perda de memória causada pelo Alzheimer; diz pesquisa liderada por brasileiros

“A gente não fica a dever nada aos melhores pesquisadores no mundo. O problema que nós temos aqui é a falta de apoio à atividade de pesquisa”, diz um dos cientistas.

Um estudo liderado por pesquisadores brasileiros da Universidade Federal do Rio de Janeiro, traz uma excelente notícia relacionada ao mal de Alzheimer. Depois de muitos estudos os cientistas chegaram a conclusão de que os níveis contidos no hormônio chamado Irisina são eficazes no tratamento da perda de memória.

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A Irisina é um importantíssimo hormônio que o nosso próprio organismo produz durante atividade física, ou seja, quando nos movimentamos, esta notícia traz esperança para os portadores do mal de Alzheimer. A revista “Nature Medicine”, publicou essa pesquisa segunda-feira, dia 07 de janeiro de 2019.

Para realizar os testes, os cientistas estudaram os efeitos em camundongos com a doença, os camundongos ao fazerem exercícios físicos produziam a irisina, em outros o hormônio era injetado, nesse processo descobriu-se que no cérebro das pessoas com Alzheimer a dosagem de irisina é muito baixa, a irisina produzida por meio das atividades físicas reverteu a deficiência na memória dos camundongos.

“A grande contribuição do nosso estudo foi mostrar que os níveis desse hormônio estão de fato diminuídos nos cérebros dos pacientes com Alzheimer. Em segundo lugar, foi tentar investigar se repor os níveis desse hormônio no cérebro dos camundongos seria bom para a memória. E nós vimos que, de fato, se você aumentar os níveis de irisina, melhora a memória. E, finalmente, foi demonstrar que a irisina é, justamente, o intermediário entre o efeito benéfico do exercício e a melhora de memória“, detalha o cientista e professor da UFRJ, Sergio Ferreira.

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A Irisina é um homônimo conhecido de todos e é essencial para o bom funcionamento do metabolismo, a conclusão dessa pesquisa vem reforçar a tese de que a atividade física é uma das melhores indicações e estratégias na prevenção de doenças, além disso saber que podemos melhorar a qualidade de nossa memória com um hormônio produzido pelo próprio organismo é uma grande descoberta.

“É diferente de uma droga desenvolvida em laboratório, por exemplo, porque se sabe menos ainda sobre o que pode causar de efeito colateral. Infelizmente não há um tratamento para Alzheimer que funcione, então a busca é muito importante”, conclui o cientista Ferreira.

Um dos cientistas em entrevista a Revista “Nature Medicine” disse: “Nossas descobertas reforçam a importância da atividade física para prevenir a perda de memória e doenças do cérebro, inclusive a doença de Alzheimer, já que mostramos que a administração de irisina consegue mimetizar, ao menos em modelos animais, os efeitos do exercício físico no cérebro”, avaliou.

O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa causada pela morte progressiva de células do cérebro, sem expectativa de cura, prejudicando funções como memória, atenção, orientação e linguagem.

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