Procedimentos médicos considerados comuns atualmente também exigem cuidados rigorosos e avaliação detalhada de riscos. Mesmo exames amplamente realizados em clínicas e hospitais podem apresentar complicações, ainda que raras.
Um caso ocorrido recentemente em Rondônia trouxe esse debate novamente à tona. Um homem de 34 anos morreu após apresentar complicações durante um exame de colonoscopia realizado em uma clínica particular na cidade de Cerejeiras.
A vítima foi identificada como Thyago da Silva Severino. Segundo relatos da família, o exame foi realizado no dia 27 de fevereiro. Durante o procedimento, teria ocorrido a perfuração do intestino, uma complicação que pode acontecer em situações específicas, embora seja considerada incomum.
De acordo com os familiares, o médico responsável percebeu o problema ainda durante o exame e decidiu interromper o procedimento. Após identificar que o órgão havia sido perfurado, a equipe médica encaminhou o paciente para atendimento intensivo.
Thyago foi levado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde permaneceu internado sob acompanhamento médico. Apesar dos esforços da equipe de saúde, ele não resistiu às complicações e morreu no dia seguinte, em 28 de fevereiro.
Diante do ocorrido, a família procurou as autoridades e registrou um boletim de ocorrência para que o caso fosse apurado. A Polícia Civil de Rondônia abriu investigação para esclarecer o que aconteceu durante o procedimento e verificar se houve algum tipo de falha ou circunstância que tenha contribuído para o desfecho.
Como parte das primeiras medidas, os investigadores solicitaram o prontuário médico completo do paciente. Outros levantamentos também estão sendo realizados para reunir informações sobre o atendimento prestado e as condições em que o exame foi conduzido.
Os familiares afirmam que Thyago tinha diagnóstico de síndrome nefrótica, uma condição que exige acompanhamento médico contínuo. Ainda assim, segundo eles, a doença estava controlada e não comprometia sua rotina ou bem-estar.
Enquanto isso, a investigação segue em andamento. A expectativa é que os resultados das análises médicas e periciais ajudem a esclarecer todos os detalhes do caso e apontem se houve ou não responsabilidade profissional no procedimento realizado.

