O rádio e a televisão brasileira perderam um de seus talentos mais icônicos, embora muitos não conhecessem seu rosto. Morreu na última quarta-feira (18/02/2026), no Rio de Janeiro, o sonoplasta José Cláudio Barbedo, carinhosamente conhecido como Formiga.
Se você já se arrepiou com o grito de gol ou acompanhou a Seleção Brasileira, certamente conhece a obra-prima dele: a vinheta que ficou conhecida como “Brasil-sil-sil”.
Esse som, que se tornou um símbolo nacional de emoção e vitória, faz parte da memória afetiva de milhões de brasileiros há décadas. Barbedo estava em seu apartamento, na Zona Norte do Rio, quando começou a passar mal.
Diante do ocorrido, ele foi rapidamente levado para receber cuidados médicos, mas, infelizmente, não resistiu. Até o momento, a causa exata da morte não foi revelada pela família ou pelos médicos.
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Formiga não era apenas o homem de um som só. Ele teve uma trajetória brilhante na comunicação, sendo que na Rádio Globo foi onde consolidou sua carreira e se tornou um dos operadores de áudio mais respeitados do meio.
Sua criação, o “Brasil-sil-sil”, foi alvo de debates sobre direitos autorais ao longo dos anos, justamente por ser tão onipresente e valiosa para a identidade do esporte no país.
Nas redes sociais, grandes nomes do jornalismo esportivo e fãs anônimos prestaram homenagens, destacando que Barbedo era um mestre em traduzir o sentimento da torcida em som.
A partida de Formiga acende uma luz sobre os profissionais que trabalham atrás das câmeras e dos microfones. Muitas vezes invisíveis para o grande público, são eles os responsáveis por criar a “mágica” que transforma a transmissão.
Diante disso, sem o talento de Barbedo, as vitórias do Brasil certamente soariam um pouco mais vazias. No momento, os fãs seguem lamentando o ocorrido.

