A busca pelo bem-estar estético terminou em tragédia para a administradora Bianca Naufel Saliba, de 43 anos de idade, durante o período da noite de segunda-feira, 20 de abril de 2026.
O caso, que agora está sob a lupa da Polícia Civil de São Paulo, ocorreu no Hospital Saint Peter, na Vila Mariana, após a paciente se submeter a uma maratona cirúrgica de dez horas.
Bianca realizou, de forma simultânea, procedimentos de lipoescultura, abdominoplastia e mastopexia, uma combinação comum no universo das plásticas, mas que exige um monitoramento pós-operatório rigoroso devido à carga física imposta ao organismo.
De acordo com o depoimento do cirurgião responsável, Seung Hoon Lee, a operação transcorreu sem anomalias aparentes. O médico relatou que a paciente chegou a despertar, estava consciente e se comunicou com a equipe após o término da intervenção.
No entanto, o cenário mudou drasticamente cerca de 50 minutos depois, quando Bianca apresentou um quadro súbito de falta de ar e o que foi descrito como um “engasgo de grande intensidade”.
Apesar das manobras de reanimação que se estenderam por mais de uma hora e meia, o óbito foi confirmado pouco antes da meia-noite, deixando a equipe médica e os familiares em estado de choque.
O Hospital Saint Peter defendeu a qualificação de seu corpo clínico, ressaltando que o Dr. Seung Hoon Lee possui o Registro de Qualificação de Especialista (RQE) e atua na unidade há oito anos sem qualquer registro anterior de intercorrências graves.
O marido de Bianca, por sua vez, reforçou que a esposa foi extremamente cautelosa, passando meses pesquisando a equipe e buscando indicações antes de confiar sua vida ao procedimento, o que torna o desfecho ainda mais incompreensível para a família.
Atualmente, o caso é tratado pela polícia como morte suspeita. Os investigadores aguardam os resultados dos exames necroscópico e toxicológico realizados pelo IML, que serão fundamentais para determinar qual foi a causa da morte.
A Delegacia da Vila Mariana segue colhendo depoimentos para entender se a estrutura hospitalar e o suporte de emergência foram acionados com a agilidade necessária no momento da crise respiratória.

