A pastora e ex-deputada federal Flordelis, atualmente cumprindo pena de 50 anos de prisão pelo assassinato de seu marido, Anderson do Carmo, solicitou à Justiça autorização para comparecer ao velório de sua filha adotiva, Gabriella dos Santos de Souza, de 25 anos.
A jovem foi encontrada morta em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, em circunstâncias que estão sendo investigadas, com a possibilidade de feminicídio em análise.
Embora a autorização judicial seja aguardada, a presença de Flordelis no funeral pode ser inviabilizada por questões logísticas do sistema penitenciário. Segundo Janira Rocha, advogada da pastora, a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) frequentemente alega falta de estrutura para realizar o transporte de detentos em situações como esta.
A notícia da morte abalou profundamente Flordelis, segundo a representante legal. Rocha relatou que a ex-deputada passou por momentos de desespero ao ser informada da tragédia.
“Ela ficou muito mal, arrasada, ainda mais pela impotência de ir ao encontro da filha. Chegou a se assustar, teve um breve momento de pânico e ficou segundos sem ar, mas conseguiu se controlar”, detalhou. Até o momento, a advogada ainda não conseguiu conversar novamente com Flordelis para saber como ela passou a noite após a notícia.
O caso de Gabriella, que foi encontrada sem sinais aparentes de violência, está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí. Apesar de uma causa preliminar apontar para parada cardiorrespiratória súbita, a polícia não descarta nenhuma hipótese e investiga possíveis ameaças feitas contra a jovem, incluindo mensagens de áudio enviadas por seu companheiro.
O local e horário do velório ainda não foram definidos, e o corpo permanece no Instituto Médico-Legal de Tribobó. Enquanto isso, a defesa de Flordelis segue aguardando a decisão judicial e enfrenta a incerteza sobre a logística necessária para que a pastora possa se despedir de sua filha.
A situação reflete não apenas o drama pessoal da ex-deputada, mas também as dificuldades estruturais do sistema penitenciário em garantir direitos básicos a detentos em situações familiares excepcionais.

