Após uma batalha judicial que durou mais de uma década, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, e sua ex-esposa, Deane Fonseca, tiveram uma decisão favorável, com a notícia vindo a público nesta última sexta-feira, dia 10 de outubro.
O casal processava o Hospital Santa Lúcia, de Brasília, pela morte de seu filho, Marcelo Dino, que faleceu em 2012, aos 13 anos. As fontes são da decisão judicial, que condenou o hospital a pagar uma indenização de R$ 1,2 milhão à família pela falha no atendimento.
Em suas redes sociais, o ministro Flávio Dino afirmou que irá doar integralmente o valor que receberá da indenização. Com a notícia da condenação, a situação que marcou a família Dino em 14 de fevereiro de 2012 foi relembrada.
O adolescente Marcelo, de 13 anos, deu entrada no hospital com uma crise de asma, foi levado à UTI, mas faleceu horas depois por, segundo a família, falhas no atendimento prestado.
A base do processo, segundo a acusação, foi a negligência da equipe médica. No processo, Flávio Dino e a ex-esposa acusaram a médica plantonista de ter abandonado o posto durante a madrugada, o que teria levado à morte do garoto.
A médica chegou a ser absolvida criminalmente, mas o hospital foi responsabilizado na esfera cível. Para o ministro, o mais importante da decisão não é o valor financeiro, mas o reconhecimento da falha.
“Espero que essa decretação de responsabilidade tenha resultado no fim dos péssimos procedimentos do hospital Santa Lúcia, que levaram à trágica e evitável morte de uma criança de 13 anos”, escreveu Dino.
No momento, a decisão judicial encerra um longo e doloroso capítulo para a família Dino. A notícia da condenação do hospital e a atitude do ministro de doar a indenização geraram grande repercussão e uma onda de solidariedade nas redes sociais.

