O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) conversou com jornalistas em Washington, nesta quarta-feira, 27 de maio de 2026, para esclarecer o teor de sua reunião com o presidente norte-americano Donald Trump, ocorrida no dia anterior na Casa Branca.
O parlamentar minimizou a repercussão sobre o fato de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter sido um dos tópicos do diálogo. Flávio explicou que a menção ao atual mandatário partiu de uma iniciativa própria para traçar uma linha de demarcação política.
Com sua atitude, ele buscou demonstrar aos interlocutores americanos que possui um alinhamento ideológico completamente divergente do governo federal brasileiro.
“Eu que, na verdade, quis separar quem é Flávio de quem é Lula, só isso. É nesse contexto, mostrando que eu sou completamente diferente dele. Só isso”, disse o senador, ao trazer mais detalhes sobre o seu posicionamento atual.
Embora o senador tenha negado que Trump tenha tecido elogios ao petista, aliados que acompanham a comitiva relataram que o presidente americano teria voltado a descrever Lula como “dinâmico” durante a conversa de terça-feira, 26 de maio.
Na mesma quarta-feira, Flávio cumpriu agendas oficiais no Departamento de Estado dos EUA com Christopher Landau, vice-secretário de Estado, e com Darren Beattie, assessor sênior do governo americano para políticas sobre o Brasil. A presença de Beattie na agenda atraiu atenção devido a tensões diplomáticas recentes, já que o assessor teve seu visto brasileiro suspenso pelo governo Lula em 13 de março.
A restrição ocorreu após um pedido de Beattie para participar de um evento sobre minerais e visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, detido na Papudinha na ocasião. Os compromissos políticos de Flávio Bolsonaro em solo americano foram acompanhados pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e pelo jornalista Paulo Figueiredo.

