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Fim de menino quilombola desaparecido em 2023 é confirmado pela polícia

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O garoto foi visto pela última vez brincando diante de casa.

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A confirmação da identidade da ossada encontrada na comunidade quilombola Gameleira do Dida, em Campo Formoso, no norte da Bahia, encerra uma angústia que se arrastava desde dezembro de 2023.

Exames de DNA realizados pela Polícia Técnica da Bahia atestaram que os restos mortais pertencem a Pedro Sousa Santos, menino quilombola de 6 anos que estava desaparecido há quase um ano.

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O laudo conclusivo só foi possível após um segundo teste, já que a primeira análise havia sido inconclusiva devido à degradação da amostra biológica. Pedro foi visto pela última vez em 15 de dezembro do ano passado.

Segundo familiares, naquela tarde ele saiu de casa com destino a um campo de futebol próximo à residência, mas foi encontrado pela avó, que o levou de volta e o deixou brincando na frente da casa.

Essa foi a última vez que foi visto. Por volta das 17h, a família percebeu sua ausência e iniciou buscas pela vizinhança, sem sucesso. Desde então, o caso mobilizou a comunidade e gerou uma série de apelos por respostas.

Os restos mortais foram encontrados meses depois, em 2 de maio, numa área de mata fechada próxima à mesma comunidade. A perícia, porém, não conseguiu identificar a causa da morte, o que mantém em aberto as circunstâncias do falecimento.

A Delegacia Territorial de Campo Formoso prossegue com diligências para tentar esclarecer o que aconteceu com o menino. A confirmação da identidade trouxe à tona o luto da comunidade quilombola, que nesta quarta-feira, 26 de novembro, realiza o sepultamento de Pedro.

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O enterro ocorre no mesmo local onde ele viveu, cercado por familiares e moradores que acompanharam a angústia da busca e agora se despedem com pesar. Para assistir ao vídeo CLIQUE AQUI!

O caso reforça a importância de estrutura e agilidade nas investigações de desaparecimentos, especialmente em áreas rurais e comunidades tradicionais, onde o acesso a recursos pode ser mais limitado.

A morte de Pedro ainda sem explicações deixa perguntas sem respostas e uma ferida aberta entre os que lutaram por sua localização e segurança.

Sobre o Autor

Fabiana Batista Stos

Jornalista digital, com mais de 10 anos de experiência em criação de conteúdo dos mais diversos assuntos. Amo escrever e me dedico ao meu trabalho com muito carinho e determinação.