Ainda na segunda-feira (17/11), Gabrielle Cristine Pinheiro Rosário se entregou na sede da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), no Rio de Janeiro, e acabou presa. Depois de se entregar, foi ouvida no inquérito que investiga a Laís de Oliveira Gomes Pereira.
De acordo com apurado pelo portal O Dia, Gabrielle prestou depoimento à polícia mas optou por se manter em silêncio. Acompanhada por seus advogados, ela teria admitido envolvimento no crime, mas negado a autoria intelectual.
Para a polícia, Gabrielle foi quem encomendou o homicídio de Laís Pereira, por nutrir o desejo de ser mãe da filha da vítima. Gabrielle tinha um relacionamento com o ex de Laís, e tinha esperança de que o homem ficasse com a guarda da filha dos dois.
Segundo a polícia, a suspeita nutriu um sentimento de obsessão pela filha, de apenas 4 anos, de Laís e o ex-parceiro. A intenção, portanto, era sumir com Laís da vida da criança e assim assumir a posição de mãe.
Na saída da delegacia, em conversa com jornalistas, o advogado Diogo Macruz falou sobre o depoimento de sua cliente e afirmou que Gabrielle nega ser mandante do crime, mas admite envolvimento.
“A Gabrielle ficou calada a maior parte do tempo, mas fez questão de dizer que não conhece duas ou três pessoas citadas nos autos. Ela admite que teve alguma participação, sim, mas não da maneira que estão falando”, disse o advogado, que alegou acreditar que existe outro mandante.
Apesar disso, o delegado a frente do caso, Robinson Gomes, confirmou à jornalistas que as evidências apontam para Gabrielle enquanto mandante. A polícia teve acesso ao sigilo telefônico dos suspeitos. “Acredito que não há dúvida de que ela seja a mandante. Pelos depoimentos, conversas em celulares… Enfim, a investigação está muito robusta”, afirmou o delegado.

