Momentos antes de ter sido buscado pela Polícia Federal em sua casa, Bolsonaro fez um pedido para o STF e mais detalhes foram expostos, diante de todo o ocorrido.
Após a prisão preventiva decretada no fim de semana, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta última segunda-feira, dia 24 de novembro, a autorização para receber 16 visitantes em sua custódia na Polícia Federal.
As fontes são dos requerimentos apresentados pela defesa ao ministro Alexandre de Moraes. Os advogados argumentam que os encontros visam permitir um “diálogo direto” com o ex-mandatário.
Entre os solicitados estão o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, e jornalistas como Augusto Nunes e Tiago Pavinatto. Com a notícia do pedido, a movimentação política nos bastidores se intensifica.
Diante da situação, a lista de visitas reflete a base de apoio que ainda cerca o ex-presidente. Além de políticos como Bia Kicis e Onyx Lorenzoni, ele pediu que seu assessor, Marcus Ipiapina, tenha autorização para ser um “visitante recorrente”.
Desde que foi preso no sábado (22), Bolsonaro está na sede da PF em Brasília. No momento, cabe ao ministro Alexandre de Moraes decidir sobre a lista de 16 nomes. Com isso, mais detalhes de sua decisão deverão ser expostos em breve, conforme o andamento.
Embora já tenha visitas agendadas, como a do governador Tarcísio de Freitas para dezembro, o STF sinaliza que a prisão definitiva pode ser decretada já na próxima semana, o que anularia a lógica das visitas domiciliares ou na condição atual.
Nos bastidores do Supremo, a leitura é de que a agenda de visitas não impedirá a expedição do mandado de prisão definitiva, caso os recursos da defesa sejam rejeitados nos próximos dias.

