Após a prisão do empresário suspeito de matar um gari em Belo Horizonte, um levantamento sobre sua vida pregressa veio à tona, nesta última quarta-feira, dia 13 de agosto.
Renê da Silva Nogueira Júnior, de 47 anos, já foi investigado por lesão corporal e por um atropelamento que resultou na morte de uma mulher no Rio de Janeiro.
As fontes são de documentos oficiais, incluindo um do Conselho Nacional do Ministério Público, acessados pelo portal BHAZ. O registro mais antigo é de 2003, por lesão corporal em Belford Roxo, no Rio de Janeiro.
Já em 2011, no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro, ele atropelou e matou uma mulher, sendo o caso na época classificado como homicídio culposo.
Com a notícia de seu passado, a relação conturbada com a ex-esposa também foi exposta. Um inquérito de 2021, em Cotia (SP), o investigava por supostamente ter agredido a mulher, causando-lhe lesões corporais graves.
Em contrapartida, em 2024, ele registrou uma queixa contra a ex-mulher e a ex-sogra por perseguição, conhecida como stalking. A troca de acusações entre o ex-casal gerou até um impasse no Ministério Público.
A promotoria do Rio queria unir os casos, mas uma conselheira do CNMP negou o pedido, afirmando que a ameaça sofrida por ele “decorreu de questões alheias ao incidente anterior, relacionadas a uma ação de divórcio”.
Desde segunda-feira, dia 11, o empresário está preso pelo assassinato do gari Laudemir de Souza Fernandes. O crime ocorreu após uma discussão de trânsito em Belo Horizonte.
Na ocasião, o empresário, irritado com o caminhão de lixo, teria ameaçado a motorista e atirado em Laudemir, que tentava acalmar a situação que estava presenciando.
No momento, a defesa de Renê informou que não irá se manifestar. O processo de 2021 em São Paulo corre em segredo de justiça. Agora, além de seu passado conturbado, ele responderá pelo homicídio do gari em Belo Horizonte.

