A perda de dois irmãos em circunstâncias profundamente dolorosas voltou a chamar a atenção para casos em que pessoas desaparecem de forma inesperada e deixam familiares vivendo horas de angústia.
Em situações como essa, mensagens enviadas nos últimos instantes podem se transformar em peças importantes para as investigações, além de retratarem o desespero enfrentado pelas vítimas antes do desfecho.
Foi o que aconteceu com o empresário Edvaldo Souza Salviano, de 41 anos, e seu irmão, Edmilson Souza Salviano, de 49. Os dois foram sequestrados no último domingo, dia 5 de julho, em Ouricuri, no Sertão de Pernambuco, e posteriormente encontrados sem vida em uma área do município de Exu.
Um homem identificado como Lázaro José da Silva Filho, conhecido como “Novinho”, foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva. Enquanto era mantido dentro do porta-malas do próprio carro, Edvaldo conseguiu enviar áudios e mensagens para a esposa e para um amigo.
Nas gravações, ele relatou que estava sendo levado à força e afirmou que o suspeito estava armado. Em um dos contatos, pediu que não recebesse ligações e informou que enviaria sua localização em tempo real.
https://www.instagram.com/p/Dae_3Baledt
Ao receber as mensagens, amigos e familiares tentaram agir rapidamente. Um conhecido das vítimas acionou outro amigo e ambos passaram a acompanhar a localização compartilhada, enquanto buscavam ajuda da Polícia Militar.
Pouco tempo depois, localizaram o veículo fora da pista, em uma ribanceira. Com a chegada dos policiais, o automóvel foi aberto, confirmando a morte dos dois irmãos. Os primeiros levantamentos apontaram que Edvaldo apresentava uma perfuração provocada por disparo de arma de fogo.
Já no caso de Edmilson, os peritos não identificaram marcas semelhantes, e a causa da morte permanece sob esclarecimento, embora exista a suspeita de um possível infarto. Familiares informaram que o suspeito mantinha uma relação de amizade antiga com as vítimas e também possuía vínculos comerciais com a família.
Durante o interrogatório, ele optou por permanecer em silêncio. Agora, a Polícia Civil continua investigando o caso para esclarecer a motivação do crime e todos os acontecimentos que antecederam a morte dos irmãos.

