Em prisão domiciliar por determinação da Justiça, Jair Bolsonaro vive uma rotina repleta de restrições, ajustes e decisões estratégicas para lidar com o atual momento. O ex-presidente, que cumpre a medida em sua residência ao lado da esposa Michelle Bolsonaro, passou a adotar um controle mais rigoroso sobre quem pode ou não visitá-lo.
Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo, Bolsonaro se mostrou insatisfeito com a presença de algumas pessoas que conseguiram autorização judicial para entrar em sua casa, especialmente parlamentares com quem não mantém relação próxima.
Diante disso, determinou que toda e qualquer visita passe por sua aprovação antes de ser submetida ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pelo processo.
A medida, segundo aliados, busca garantir que apenas amigos próximos e figuras politicamente relevantes tenham acesso ao ex-presidente nesse período. O objetivo é evitar encontros desnecessários ou a presença de pessoas sem ligação direta com sua rotina.
Além das questões políticas, Bolsonaro enfrenta problemas de saúde. Ele apresentou crises persistentes de soluço, acompanhadas de sintomas como refluxo, azia, queimação e tosse. Os médicos que o acompanham afirmam que a situação tem se agravado e solicitaram autorização para exames.
Moraes liberou a saída temporária para atendimento médico, com a exigência de que Bolsonaro apresente um atestado ao processo em até 48 horas. Os profissionais relataram que o político está em tratamento para esofagite e que o soluço é o sintoma mais incômodo.
“Ele era um touro antes da facada e virou outra pessoa depois”, comentou um dos médicos. Com visitas monitoradas, saúde em observação e movimentações restritas, o ex-presidente segue adaptando sua rotina a uma nova realidade, que mistura decisões estratégicas, cuidados médicos e atenção redobrada ao seu círculo de convivência.

