Eduardo Bolsonaro causou repercussão na imprensa brasileira hoje (18/03) ao anunciar que vai ficar nos EUA. Para isso, o deputado vai precisar se licenciar da Câmara, o que é possível mas deve seguir regras.
O deputado esta nos Estados Unidos, se articulando com políticos da direita do país, e decidiu permanecer por lá. Como parlamentar eleito, Eduardo pode se licenciar dos trabalhos na Câmara.
No entanto, esse afastamento deve ser temporário ou pode levar a perda do mandato. De acordo com o que prevê a Constituição brasileira, o parlamentar pode se afastar sob algumas condições específicas, sendo elas:
- por razão de doença;
- por razão pessoal, desde que abra mão da remuneração e o afastamento não seja maior do que 120 dias.
Abraçado no discurso de que o Brasil vive um “regime de exceção”, Eduardo Bolsonaro decidiu permanecer nos EUA para “buscar as devidas sanções aos violadores de direitos humanos”. O parlamentar alega que o Brasil vive uma ditadura, com o governo Lula e o judiciário como líderes.
“Não irei me acovardar, não irei me submeter ao regime de exceção e aos seus truques sujos. Da mesma forma que assumi o mandato parlamentar para representar minha nação, eu abdico temporariamente dele, para seguir representando esses irmãos de pátria que me incumbiram dessa nobre missão”, disse Eduardo.
Eduardo já esta nos EUA há cerca de 20 dias e tinha previsão de retorno ao Brasil nesta terça-feira (18/03). No entanto, pela manhã, anunciou sua decisão de ficar no país norte-americano.
No Brasil, Bolsonaro chegou a afirmar que o filho pode pedir asilo político nos EUA “caso seja necessário”. Assim como o filho, Bolsonaro também tem adotado o discurso de que o Brasil vive um regime autoritário e já chegou a dizer que é alvo de perseguição política.

