O líder da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) e proprietário da Rede Record tornou-se alvo de críticas após comentários feitos sobre a morte do pastor Lucas Di Castro, de 35 anos, registrada na Bolívia em 5 de agosto.
Em uma transmissão ao vivo, ele declarou que o ocorrido era um assunto pessoal e que não pretendia entrar em detalhes, afirmando que o fato dizia respeito apenas a quem havia partido. Acrescentou ainda que a vida continua e que seu foco deveria permanecer nas pessoas que ainda estão presentes.
“Problema é dele. Eu não sei. Não sei por que ele fez e eu não quero nem saber. Eu só quero saber daqueles que estão vivos”, disse o lider religioso deixando milhares de pessoas atônitas.
As palavras chamaram atenção pelo tom direto e geraram forte reação entre fiéis e internautas. Muitos interpretaram a fala como insensível diante de um momento de luto.
A situação ganhou ainda mais repercussão após a esposa de Lucas divulgar vídeos que mostravam sinais de sofrimento emocional do pastor. Familiares também relataram que ele teria buscado apoio junto à liderança da igreja, mas, segundo eles, não recebeu a assistência necessária.
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Diante das críticas crescentes, o líder religioso bloqueou os comentários em suas redes sociais e na própria transmissão ao vivo. Desde então, a live não permite interações.
Em resposta à repercussão, a Igreja Universal divulgou uma nota oficial lamentando a morte e ressaltando que Lucas mantinha boa saúde física, realizava exames de rotina e não apresentava histórico de transtornos psicológicos.
A instituição negou de forma categórica as acusações de negligência, considerando-as infundadas e prejudiciais à imagem da igreja. O caso trouxe à tona discussões mais amplas sobre a saúde mental de líderes religiosos e a necessidade de oferecer suporte emocional adequado a quem exerce funções pastorais.
Também reacendeu o debate sobre a responsabilidade das instituições religiosas em acolher e amparar seus integrantes em momentos de fragilidade, especialmente quando existem indícios de sofrimento psicológico.
A morte de Lucas Di Castro e a reação pública às declarações do líder da IURD continuam a gerar reflexões sobre empatia, cuidado comunitário e a importância de construir redes de apoio que garantam a atenção e o amparo necessários em situações de vulnerabilidade.

