Após o que parecia ser um acidente doméstico, a morte de uma diretora de escola aposentada, de 59 anos, em Ribeirão Preto (SP), teve uma reviravolta, com novas informações divulgadas nesta última quinta-feira, dia 18 de setembro.
A polícia agora investiga o caso como um possível homicídio, após a perícia do IML encontrar um “corte estranho” no pescoço da vítima. Com isso, o delegado José Carvalho de Araújo Júnior explicou a mudança de rota na investigação.
“Foi registrado, inicialmente, um boletim de ocorrência de morte a esclarecer, mas […] foi constatado um corte estranho no pescoço”, disse, afirmando que a Delegacia de Homicídios assumiu o caso para apurar com “mais cautela”.
Com a notícia da suspeita de homicídio, o relato de vizinhos adicionou um novo mistério ao caso. O marido da vítima contou à polícia ter ouvido que uma voz feminina foi ouvida gritando “sai, Gustavo” ou “para, Gustavo” no local, no dia do crime
“O caso é, no mínimo, estranho pra nós”, admitiu o delegado. A pessoa que encontrou o corpo da vítima, Márcia Cristina Feliciano Costa, foi a própria filha.
A mulher contou à polícia que ajudava a mãe na limpeza de uma área de lazer quando estranhou sua ausência. Ao abrir a porta do banheiro, a encontrou caída no chão, com um box de vidro quebrado e uma barra de ferro sobre o corpo.
O caso aconteceu no dia 11 de setembro, no bairro Planalto Verde. Inicialmente, a cena, com o box quebrado, sugeria um acidente. A filha, que por também apresentar ferimentos, passou por exames no IML como parte do protocolo da investigação policial.
No momento, a Polícia Civil aprofunda as investigações. Os celulares da vítima, da filha e do genro foram apreendidos para perícia, e imagens de câmeras de segurança de vizinhos serão analisadas para tentar identificar se uma terceira pessoa esteve no local.

