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Dez anos depois, idoso é absolvido após dar ‘chibatadas’ em genro que agrediu esposa grávida

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Caso aconteceu em 2015 e se arrastava na Justiça.

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Nos últimos dias, a absolvição de um idoso na Bahia tem gerado comoção. O julgamento aconteceu em novembro do ano passado, mas ganhou repercussão nesta semana após divulgação de um vídeo.

O vídeo mostra o idoso ajoelhado no chão, comemorando a absolvição em um processo que durou cerca de uma década. A história começou ainda em 2015, em um município no interior da Bahia. O caso gerou comoção.

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Logo após o Natal daquele ano, o idoso acordou com a notícia perturbadora de que sua filha havia sido agredida pelo então parceiro. A mulher estava grávida e a sessão de violência chegou aos ouvidos do pai através de uma ligação.

A própria filha, vítima das agressões, foi quem conversou com o pai e revelou que havia sido agredida ao longo da madrugada, que o então parceiro havia quebrado seu celular e que aquela não era primeira vez que as agressões aconteciam.

O idoso não teve o nome revelado, sabe-se apenas que seu primeiro nome é Luiz, que era lavrador na época dos fatos e que morava na região rural de sua cidade. Movido pelo desejo de proteger a filha, Luiz se armou com uma chibata e agrediu o então genro.

Luiz buscou a filha e as netas, as levando para sua casa. Na sequência, procurou o genro e o chamou para “olhar uns tomates” numa plantação, na roça. O então genro foi ao local, onde foi amarrado e espancado na presença de outras pessoas.

Enquanto batia no genro, o pai afirmava que não pretendia mata-lo, mas aplicar um “corretivo”. Ao ser libertado, o genro procurou a polícia e registrou denúncia. O caso foi registrado como sequestro, cárcere privado e tentativa de homicídio.

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“Seu L.C.S foi injustamente denunciado por tentar proteger sua neta pequena e a filha que vivia aprisionada no ciclo da violência doméstica. Movido pela urgência do medo, pela dor e pelo instinto de pai e avô, ele fez o que muitos fariam diante do sofrimento de quem se ama: tentou impedir que a violência continuasse”, afirmou o defensor público Felipe Ferreira.

O caso foi à Juri Popular e o idoso foi absolvido. Na sentença, o juri entendeu que o homem agiu para proteger sua família, uma vez que as agressões eram recorrentes.

Sobre o Autor

Roberta R

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