O homicídio de Laudemir de Souza Fernandes, 44, pode render consequências não apenas ao empresário apontado como autor do crime, mas também à esposa dele. Renê da Silva Nogueira Júnior, de 47 anos, é casado com Ana Paula Lamego Balbino, delegada da polícia civil.
Segundo as informações, Renê portava uma das armas da esposa no momento do crime. Ele nega ter atirado em Laudemir, mas a polícia acredita que a arma da delegada foi usada no crime.
De acordo com informações da subcorregedoria da Polícia Civil de Minas Gerais, uma investigação foi aberta para apurar o caso. Ana Paula, assim como todo agente de segurança, deve manter seu armamento seguro e longe do alcance de civis.
Na tarde da última terça-feira (12/08), a PCMG realizou uma coletiva de imprensa para esclarecer alguns pontos do caso. O delegado Saulo Castro confirmou que a colega esta sendo investigada e esclareceu quais são as consequências previstas no regimento.
“O estatuto disciplinar da Polícia Civil tem uma série de possíveis penalidades e, claro, dentro da legalidade, respeitado o devido processo, nesse caso aí, administrativo, as penalidades variam de uma repreensão e até uma demissão”, declarou.
Ainda ao falar sobre o tema, o delegado esclareceu que o caso ainda esta sendo investigado e que ele não estava “imputando responsabilidade ou afirmando qual vai ser a punição para delegada”, mas apenas esclarecendo as informações.
Renê foi preso em flagrante horas depois do crime, dentro da academia onde malhava normalmente após os fatos. Depois disso, durante audiência de custódia, teve a prisão convertida em prisão preventiva.
Durante a coletiva, o delegado Saulo Castro, porta-voz da PCMG, também explicou que a colega, Ana Paula, não soube do envolvimento do marido no crime até a prisão do empresário.

