Após a repercussão nacional do caso do cavalo que teve as patas cortadas em Bananal (SP), a Polícia Civil deu uma declaração contundente, nesta última quinta-feira, dia 21 de agosto.
O delegado responsável afirmou que, independentemente do resultado de uma nova perícia, o crime de maus-tratos já está configurado pela morte do animal por exaustão.
As fontes são do delegado Rubens Luiz Fonseca Melo, chefe da Polícia Civil de Bananal, que explicou a linha de investigação e trouxe mais detalhes sobre o caso.
“O autor disse que o cavalo já estava morto […] todavia os maus-tratos já estão aí porque, se o animal morreu de cansaço, já houve os maus-tratos”, afirmou a autoridade.
Com a notícia do avanço do inquérito, a polícia agora aguarda o resultado da nova perícia, realizada na quarta-feira. O laudo será crucial para determinar se o cavalo teve as patas cortadas antes ou depois de morrer, um detalhe que, segundo o delegado, é “importante saber”.
Diante da situação e da comoção nacional, o debate sobre a legislação de crimes contra animais foi reaceso, com uma maior movimentação por parte do congresso.
O deputado federal Felipe Becari, autor de um projeto que aumenta a pena para maus-tratos a animais de grande porte, comentou a resistência que enfrenta no Congresso: “A gente já dialogou com o relator, ele já demostrou uma resistência”, disse.
Desde o início, o tutor do animal, Andrey Guilherme Nogueira de Queiroz, de 21 anos, confessou ter cortado as patas do cavalo e deu sua justificativa através de um depoimento.
Em seu depoimento, ele alegou que estava bêbado e que o animal já havia morrido de cansaço após uma longa cavalgada de quase 14 quilômetros em um trajeto íngreme.
No momento, a Polícia Civil finaliza o inquérito para enviá-lo ao Ministério Público, que decidirá se denuncia Andrey formalmente. “Pretendemos terminar esse procedimento para remeter ao Ministério Público, para que a justiça seja feita o mais rápido possível”.

